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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Instituto Cervantes realiza mostra de filmes do gênero fantástico


 
O filme El sexto sentido será exibido nesta terça
Começa nesta terça-feira (9/8), a mostra Sobressalto, que exibe filmes do cinema fantástico e de terror durante toda a semana. A proposta é oferecer uma viagem pelo conteúdo dos gêneros produzidos na Espanha do século XX. O Instituto já havia realizado mostras dedicadas a renomados cineastas, como Pedro Almodóvar.

O fantástico começou na literatura e logo invadiu o cinema. O gênero inclui qualquer narrativa de ficção que contenha elementos que não fazem parte da lógica da nossa realidade, como animais falantes, zumbis, vampiros etc. Dentro do fantástico estão a ficção científica e o terror.

Ao todo serão exibidos oito filmes, sendo eles curtas e longas-metragens. Todos terão legendas em português.

A primeira sessão, que abre a mostra exibirá o curta Perturbado, de Santiago Segura. O diretor recebeu o prêmio Goya por melhor curta de ficção, em 1997. A narrativa conta a história de um psicopata obcecado por sexo. Em várias circunstâncias o homem relaciona tudo o que vê a componentes sexuais. Durante um surto, ele acaba matando uma mulher, levando inúmero psiquiatras a procurar uma cura para a obsessão.

Após o curta, o longa El sexto sentido, de Nemesio Sobrerilla, terá sua vez. O diretor é conhecido por fazer filmes muito modernos para sua época, que, conseqüentemente, não eram disponibilizados para o público. É o caso da película escolhida para exibição. A produção, de 1929, conta a história de Carmen, uma jovem que está apaixonada pelo otimista Carlos. O melhor amigo do rapaz, Leon, é exatamente o oposto: pessimista e teimoso. Leon faz uma visita ao professor Kamus, que diz ter um objeto que revela a verdade sobre tudo. A invenção é, na verdade, uma câmera fotográfica. Entre os filmes gravados pelo professor, está uma conversa que pode por a relação de Carlos e Carmen em perigo.

Fonte: Correioweb

Ceilândia vai receber o Maior São João do Cerrado

Três milhões de reais. Este é o valor que o Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Cultura do DF e da Administração Regional de Ceilândia, liberou para a realização do Maior São João do Cerrado, que acontece de amanhã a domingo, no Ceilambódromo, em Ceilândia. Os recursos serão gastos na organização do evento, realização de shows e quadrilhas, gravação de um DVD da festa e em um casamento coletivo.


Comemorando 40 anos em 2011, a cidade e seus habitantes são presenteados com a quinta edição do evento, organizado desde 2007. Serão cinco dias de cultura regional com artistas locais e nacionais, do Brasil, DF e Região Metropolitana


“Dizem que Brasília é o espelho quebrado da cara do Brasil”, comentou o secretário de Cultura, Hamilton Pereira, no anúncio da programação. “Temos um mosaico das faces do povo brasileiro. Brasília foi construída pelas mãos dessa gente do Nordeste  e para o GDF é uma alegria apoiar um evento que celebra a cultura nordestina”, completou.


De acordo com uma das organizadoras, Edilane Oliveira,  mais de cem apresentações devem acontecer. As quadrilhas são outro destaque da festa. Este ano a final do 17º Concurso Regional de Quadrilhas, que premia as melhores do DF, será no evento. As disputas vão de amanhã a sábado, às 21h. No domingo, é a vez do Arraiá Brasil, com grupos de quadrilha do Amazonas, Ceará, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Pará, Rondônia e Tocantins.


Casamento coletivo


O evento realiza, também, o casamento coletivo de cem casais, no  sábado. Eles foram selecionados por meio de cartas que contavam suas histórias de amor. Os noivos ganham o casamento civil, alianças, aluguel de vestidos e ternos, cabelo e maquiagem, buquê, a festa e até a noite de núpcias em um hotel da cidade.
Mas as atrações mais esperadas são as musicais. Pelo palco passam Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Frank Aguiar e Banda Calypso (veja programação abaixo). E o Maior São João do Cerrado ainda vai virar DVD. “Vamos usá-lo para divulgar a festa no País e exterior”, conta Edilane. 


O Maior São João do Cerrado – De amanhã a domingo, às 18h. No Ceilambódromo (Ceilândia). Classificação livre. Entrada franca, exceto para o parque de diversões. Mais informações: 3522-4161.


Programação

Amanhã, às 21h, Geraldo Azevedo, Paulinho do Forró, Alceu Valença e Encosta Neu.

Quinta, a partir das 20h, Trio Siridó, Gilberto Gil, Elba Ramalho e Peninha.

Sexta, a partir das 20h, Jorge De Altinho, Adelmário Coelho e Asas do Forró.

Sábado, às 20h, Geraldinho Lins e Frank Aguiar.

Domingo, às 19h, Raminho do Baião, Banda Calypso e Nega Maluka. A Banda Ceilandense encerra com queima de fogos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Peça inspirada em Hilda Hilst entra em cartaz

Mariana Moreira
 
Espetáculo tem os atores Abaetê Queiroz e Camila Guerra no elenco
Hilda Hilst foi a inspiração inicial para o espetáculo Para onde vão os trens, peça que trabalha com diferentes níveis de realidade, com estreia neste sábado (23/7), às 20h, na Sociedade Brasileira de Eubiose (603 Norte, entrada pela L2). “A montagem trata de histórias coexistindo ao mesmo tempo, questionando paradigmas de espaço e tempo”, conta a atriz e idealizadora do projeto, Camila Guerra, que divide o palco com Abaetê Queiroz.

Os personagens de tempos distintos são Tadeu e Matamouros, interligados por uma terceira pessoa, que viaja em um trem, simbolizando o trânsito da mente e a capacidade de se transportar por meio “da arte, do sonho e do desejo”, segundo Camila.

A montagem abusa de várias formas de linguagem, misturando música ao vivo, projeções e poesia teatralizada. Além do texto de Hilda, Tu não te moves de ti, outros autores, como Hermann Hesse, são citados na peça.

O
diretor, Márcio Menezes, convida os espectadores a interferirem na dramaturgia. “Para onde vão os trens? se pergunta aonde vão os pensamentos criativos, como se materializam e como criam minha realidade agora”, descreve Camila.

Fonte: Correioweb

terça-feira, 2 de agosto de 2011

AGENDA DA COMÉDIA PARA O FIM DE SEMANA

O Melhor do G7.

G7 COMEMORA 10 ANOS NA SALA VILLA LOBOS DO TEATRO NACIONAL

O aniversário é do G7 mas o presente é de Brasília: apenas R$ 10,00 a meia entrada!


O G7 vai comemorar seu aniversário do jeito que mais gosta: no palco. Dia 03 de agosto de 2011 o grupo se apresenta na sala Villa Lobos do Teatro Nacional com “O Melhor do G7″ e o presente é de Brasília: apenas R$ 10,00 a meia entrada!
“O Melhor do G7″ é uma coletânea que reúne cenas dos principais espetáculos do grupo. O preço reduzido é promocional apenas para o dia de aniversário do grupo mas a coletânea continuará com curta temporada aos sábados e domingos no Teatro LaSalle.
A coletânea mescla cenas dos seguintes espetáculos:
“Como Passar em Concurso Público”
“Eu Odeio Meu Chefe”
“Manual de Sobrevivência ao Casamento”
“A Comédia Como Ela É”
“Paixão Nacional”
São 10 anos levando reflexão e humor por onde passa, a causa do G7 é fazer as pessoas felizes. Será uma ótima oportunidade para relembrar um pouco da história do grupo de quatro amigos que nunca desistiram do seu sonho de mudar o mundo.
Ainda, durante o espetáculo, os atores se revezam entre as cenas para contar a história do grupo através de fatos curiosos e fotos inéditas.
Serviço:
“O Melhor do G7″ – Sala Villa Lobos
Dia 03/08/2011 – 21 horas
Duração: 90 minutos
Classificação: 14 anos
Ingresso: R$ 20,00 a inteira. R$ 10,00 a meia
Pagam meia: estudantes, idosos, professores e bombeiros.
Ingressos a venda a partir do dia 26 de julho no próprio Teatro Nacional.
Pagamento só em dinheiro.

“O Melhor do G7″ – Teatro LaSalle
Dia 06/08/2011 a 28/08/2011
Horário: Sáb 21hs e Dom 20hs
Duração: 90 minutos
Classificação: 14 anos
Ingresso: R$ 50,00 a inteira. R$ 25,00 a meia
Pagam meia doadores de 1kg de alimento não perecível, estudantes, cidadãos da melhor idade, professores e bombeiros.

Fonte: Site do Grupo G7

Diversos estilos musicais agitam a noite desta terça


 
Marabeau e Serge Frasunkiewicz fazem homenagem à Ella Fitzgerald
A cantora americana Ella Fitzgerald, conhecida como a Primeira dama da canção, receberá um tributo feito por Marabeau e Serge Frasunkiewicz, nesta terça-feira, no C'est si bon. No show, releituras de canções de jazz que ficaram marcadas pela voz da cantora, como Summertime, They can't take that away from me, Tenderly e Night and day.

A cantora Marabeau já fez diversas apresentações no exterior e lançou um DVD em 2007. Ela será acompanhada pelo pianista Serge Frasunkiewicz, integrante do Affinity
Jazz Trio.

As meninas do Saiabamba fazem apresentação, nesta-terça, no Feitiço Mineiro. A banda, que conquistou o público brasiliense com a interpretação de sambas, terá a noite toda para fazer fazer o público cair na dança.

Para aqueles que curtem uma música mais intimista, o cantor Michael Lessa faz um show no estilo voz e violão no Stadt Bier.

Fonte: Correioweb

Uruguaio Hugo Fattoruso e grupo Rey Tambor mostram a força do ritmo que contagia o mundo


 
Cidadão do mundo, o uruguaio Hugo Fattoruso exalta o latin jazz
O som de Hugo Fattoruso e do grupo Rey Tambor nasce das batidas do candombe — contagiante ritmo afrouruguaio, que se estabeleceu naquele país graças à forte presença negra. As batidas pulsantes, quase hipnóticas, fazem dessa sonoridade uma das mais potentes da América Latina e dialogam com os pontos de macumba e de candomblé que, ao serem misturados ao samba e à MPB, enriqueceram a música brasileira.

Nesta terça-feira (2/8), às 20h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro, com entrada franca, o teclado e a voz de Hugo Fattoruso entram em harmonia com o naipe de tambores, comandado por Diego Paredes, Fernando Nuñez e Noé Nuñez. A noite promete ser uma ode ao candombe — a poética, a força e a capacidade de se mesclar ao contemporâneo. Recentemente, o gênero foi declarado patrimônio imaterial da humanidade pela Unesco.

O show Puro sentimento é a combinação de piano acústico e cordas de tambores. No repertório, canções escritas por Hugo Fattoruso convivem com versões de Eduardo Mateo, Ruben Rada, Jaime Roos, Fernando Brant, Milton Nascimento e George Gershwin. Cidadão do mundo, Hugo dialoga com brasileiros como Hermeto Pascoal, Milton Nascimento, Chico Buarque e Djavan. A fusão que propõe tem originado um som que caminha para o ambiente do latin jazz, hoje consumido e venerado na Europa, Japão e Américas.

Destaque no show, o naipe de corda dos tambores (formado por tambor piano, tambor chico e tambor repique), é comandado por filhos de construtores desses instrumentos, tocadores, cantores e compositores do gênero. Com a parceria de Hugo Fattoruso, o grupo Rey Tambor nasceu em 2001 e tornou-se um dos mais representativos do gênero. Em Montevidéu, já tocou em espaços tradicionais como Teatro Solis e a sala de Zitarrosa.

Puro sentimento é uma declaração de amor ao candombe, forte vertente na trajetória multifacetada de Hugo Fattoruso, que tem carreira solo de pianista. A revista Rolling Stone elegeu a versão La casa de al lado, que fez junto a seu grupo Rey Tambor, como uma das 100 melhores músicas feitas em 2008.

Puro Sentimento
Nesta terça (2/8), às 20h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Entrada franca. Ingressos distribuídos em horário comercial da bilheteria e sujeitos à lotação da casa. Não recomendado para menores de 12 anos.

Fonte: Correioweb

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Peça aborda as peculiaridades das balzaquianas


 
Comédia é baseada nos textos do livro homônimo de Domingos de Oliveira
Quem nunca quis saber sobre o que as mulheres conversam no banheiro? As inquietações e os anseios femininos são desvelados nos monólogos de Confissões das mulheres de 30. A comédia documental baseia-se nos textos do livro homônimo de Domingos de Oliveira, que realizou a montagem pela primeira vez no início dos anos 1990. A montagem que chega a Brasília neste final de semana estreou em 2008 e passou por aqui em 2010. Com Juliana Araripe, Camila Raffanti e Domingas Person, a peça ganhou novas cenas, sob a direção do Coletivo de Criação que Da Hora.

“Os homens riem muito porque descobrem que as mulheres só falam metade do que elas pensam”, diverte-se a atriz Camila. Ela lembra que há três anos a maioria do público era feminina. “Hoje está bem diversificado, porque se você não é uma mulher de 30 anos, é irmão, filho ou marido de uma”, brinca. Para a atriz, a imagem do alto mar é uma metáfora que sintetiza a peça: o sentimento de não pertencer a um lugar específico, nem a inocência nem à maturidade.

Inspiradas pela reação da plateia, as atrizes montaram um Blog, um espaço onde todas mulheres pudessem compartilhar seus segredos. “Ele virou objeto de estudo e já estamos preparando um novo espetáculo”, promete Camila. Em cartaz no no Teatro dos Bancários (EQS 314/315 sul), nesta sexta e neste sábado, às 21h e domingo às 20h. Ingressos: R$ 60 e R$ 30 (meia para estudantes, idosos e professores). Informações: 3262-9090. Não recomendado para menores de 12 anos.

Fonte: Correioweb

Cia. paulista Razões Inversas apresenta as peças Anatomia Frozen e Agreste


Mariana Moreira
 
Cena de Anatomia frozen: confronto entre múltiplos pontos de vista
Surgida na conclusão de curso da primeira turma de artes cênicas da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, a companhia teatral Razões Inversas está completando 21 anos de estrada. Hoje baseada na capital paulista, a trupe faz um giro pelo país, mostrando dois de seus principais trabalhos: Anatomia Frozen e Agreste. Eles chegam a Brasília neste fim de semana para uma curta temporada, no Teatro da Caixa (SBS Quadra 4, 3206-9448). Nesta sexta e neste sábado, será a vez de Anatomia Frozen, às 20h, e, no domingo, Agreste será encenada às 19h.

A primeira peça, Frozen anatomia, confronta três perspectivas sobre a violência e a psicopatia. Em cena, os atores Paulo Marcello e Joca Andreazza entrecruzam os depoimentos de uma psiquiatra americana que estuda assassinos em série, de um pedófilo condenado à prisão perpétua e da mãe de uma das vítimas. “A partir do confronto, o espectador é obrigado a refletir sobre tudo aquilo de forma densa, a partir de diferentes pontos de vista”, destaca o ator Paulo Marcello, integrante da companhia desde sua criação.

O cenário, minimalista, conta com três bancos de aço inox, espaço em que a cena se constrói com ênfase no jogo de atores. Baseada em texto da britânica Bryony Lavery e dirigida por Márcio Aurélio, a montagem já ganhou prêmios APCA, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, de melhor direção, prêmio CPT (Centro de Pesquisa Teatral) de melhor elenco e foi indicada ao prêmio Shell pela direção.

Encerrando a estada na cidade, eles encenam Agreste, texto do renomado dramaturgo Newton Moreno, que chegou a fazer parte do Razões Inversas. “Há muita força da poesia nas palavras, e, apesar de se passar no Nordeste, é uma história de amor universal, que trata de preconceito, violência e intolerância”, descreve o ator. Para contar a fábula do amor entre dois lavradores, a companhia escolheu um formato de encenação diferente: os atores narram a história e começam a encarnar uma dúzia de personagens. “Não trabalhamos com realismo ou naturalismo no palco. Não preciso me vestir em cena para que entendam. Os elementos, palavras e gestos vão levando o espectador a ver”, relata ele. Outro diferencial da montagem é o fato de o cenário ser montado ao vivo pelos atores. Enquanto dão vida às personagens, eles montam varais, pedras e outros elementos que ambientem a história.

Fonte: Correioweb

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ator, diretor e dramaturgo, Jonathan Andrade destaca-se no teatro

 O cabelo ouriçado do ator, diretor e dramaturgo Jonathan de Andrade é uma fonte de orgulho e identidade. Ele adora enfronhar as mãos pela vasta cabeleira estilo black power. Pelo fios, tece movimentos incomuns que, às vezes, servem de imagem para personagens que concebe. Como um Sansão, ostenta sobre a cabeça a força e a sedução que carrega no cotidiano. Até há pouco tempo, não era exatamente assim. Tudo estava engomado com gel, escondido e esticado. Reflexo da infância e adolescência, nas quais o cabelo, os lábios grossos e o nariz esparramado eram marcas visíveis de uma negritude incompreendida.

— Minha mãe é branca, meu pai, negro. Meu irmão mais velho saiu branco e loiro. O mais novo, mestiço. E eu, negro, chamado de buiú na escola, na vizinhança. Crescemos ouvindo piadinhas sobre a família. Diziam que eu era adotado, filho do padeiro, essas coisas.
Jonathan Andrade assumiu a negritude ao lançar os cabelos ao vento: identidade (Adauto Cruz/CB/D.A Press)
Jonathan Andrade assumiu a negritude ao lançar os cabelos ao vento: identidade

A família inter-racial era motivo de estranhamento numa sociedade que se negava a compreender as suas raízes. Filho de um militar que saiu da favela Vigário Geral (Rio) para ascender na carreira, Jonathan rapidamente percebeu o peso do preconceito. Por vezes, sem entender direito o porquê ser tão apontado como diferente, desejou ter nascido como o irmão branco. A cabeça de menino não dava conta da barbárie diária do homem adulto.

— Estava na UnB, cursando artes cênicas, quando uma colega quis mexer no meu cabelo alisado por gel. Imediatamente, disse para ela não se atrever. Mas aí, com jeito, ela foi, molhou, pôs as mãos, mexeu e remexeu.

O cabelo cresceu aos olhos e as pessoas passaram a achar aquele negro lindo.

— Elas olhavam e diziam que tinha ficado ótimo. Hoje, é minha identidade, meu orgulho.

Sapatilhas atiradas
Com o RG no cabelo, Jonathan Andrade segue a vida como promissor artista da cidade. É coordenador pedagógico do curso de artes cênicas da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, dirige e escreve as histórias que deseja ver encenada no palco. Colhe, na arte, a liberdade de escolha que teve em família arejada. Foi o pai quem o incentivou a seguir a carreira artística. Percebeu que o filho tinha porte esguio de bailarino e o matriculou num curso de clássico. Mas não deu certo. Seis meses depois, o menino tinha arrancado as sapatilhas.

— Um dia, quando a gente morava no Suriname, eu assisti ao filme Mudança de hábito 2. Fiquei encantado e decidi que queria ser cantor. Ao voltar a Brasília, estudando no Colégio Militar, entrei no coral. Nesse meio-tempo, surgiu uma via-sacra e fui convocado para fazer o papel de Judas. Foi um sucesso.

Fonte: Correioweb

Autor de sucessos dos anos 1980, Byafra fecha o projeto Quinta Cultural hoje


Irlam Rocha Lima
 
Em agosto Byafra lança CD Ao Vivo, que reúne músicas gravadas em shows durante turnê pelo Norte e Nordeste
Na começo da década de 1980, o 14 Bis e A Cor do Som dominavam a cena pop brasileira, dividindo espaço com jovens cantores que tinham presença frequente em programas de tevê como Globo de Ouro e Discoteca do Chacrinha, e nas ondas do rádio. Entre esses, chamava a atenção Maurício Pinheiro Reis, um cantor e compositor nascido em Niterói (RJ), que se tornaria famoso nacionalmente com o pseudônimo de Byafra.

A carreira teve início na banda Circo, mas Byafra viria a se destacar a partir do LP Primeira nuvem, lançado pela CBS (atual Sony Music), em 1979, que trazia a canção Helena, popularizada ao ser incluída na trilha da novela Marron Glacê, da TV Globo. O sucesso, porém, surgiria com Leão ferido (composta em parceria com Dalto), que tornou-se a música mais executada pelas emissoras de rádio em 1981.

Byafra esteve em Brasília à época para divulgar Despertar, disco em que gravara Leão ferido. Depois viria à capital outras vezes. Mais recentemente — em maio último — participou, ao lado do roqueiro Marcelo Nova, da festa A volta aos Anos 80, na AABB. Nesta quinta-feira (28/7), às 20h30, ele é atração do projeto Quinta Cultural do Açougue T-Bone (312 Norte), fechando a programação que será aberta por artistas brasilienses.

Outro estouro radiofônico do cantor, Sonho de Ícaro (Piska e Cláudio Rabello), fez parte do LP lançado em 1984. “Contribuiu bastante para que meu trabalho ser popularizado, o fato de eu ter canções em trilhas de novelas como Jogo da vida (Vinho antigo), A gata comeu (Seu nome), Barriga de aluguel (Machuca e faz feliz), Mulheres de areia (Fantasia real), Quem é você (Antes que eu te esqueça). Outro grande hit do artista foi Vinho antigo”, lembra. Músicas de Byafra foram gravadas por Roberto Carlos, Ney Matogrosso, Simone, Xuxa, Danilo Caymmi, Chitãozinho & Xororó, Christian & Ralph, Gian & Giovani e KLB.

Depois de presença contínua na mídia, principalmente nos anos 1980, Byafra deixou de ser visto na tevê e ouvido no rádio. “Veio a onda da axé music, da música sertaneja, do funk e o tipo de som que eu faço faço, de certa forma, foi deixado de lado. Mas nunca deixei de ter muitos compromissos na agenda. Antes fazia show mais no eixo Rio/São Paulo, mas de uns tempos para cá passei a ser requisitado para apresentações em outras regiões, em especial no Norte e Nordeste”, conta.

A redescoberta pela mídia deu-se depois de participar do documentário Alô, alô Terezinha, sobre Abelardo Barbosa, o Chacrinha, dirigido por Nelson Hoineff. Além de ter imagem resgatada do programa, Byafra deu um depoimento para o cineasta sobre o Velho Guerreiro. “No dia em que fui gravar o depoimento, estava sendo filmado o voo de um parapente, que acabou caindo sobre mim. O acidente entrou no filme e foi parar na internet”, diz aos risos.

Agenda de shows
O cantor, aliás, tem usado bastante as redes sociais para divulgar seu trabalho e a agenda de shows. “No momento tenho quatro modelos de shows: o de voz e piano, que estou levando para o T-Bone; outro com banda; o que faço com um músico e o ator Jorge Ventura; e o que sou acompanhado por uma camerata sinfônica, formada por estudantes de música da UFRJ e da UniRio”.

Em agosto Byafra lança CD Ao Vivo, que reúne músicas gravadas em shows durante turnê pelo Norte e Nordeste. “Além das canções consagradas pelo público, o álbum trará Moldura, de minha autoria, grvada pelo grupo de forró Dsejo de Menina; Perdões, que registrei com a dupla sertaneja Guilherme & Santiago; Segundas intenções (Torquato Mariano e Aloísio Reis), na qual faço duo com Flávio Venturini; e A bela e a fera, parceria minha com Nilo Pinto”, adianta.

Fonte: Correioweb

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Férias é o tema do Jogo de Cena desta quarta-feira

Um dos mais tradicionais eventos culturais de Brasília acontece nesta quarta-feira, a partir das 20h, no Teatro da Caixa. É o Jogo de Cena, que tem as férias como tema desta edição. O palco será dividido por uma série de manifestações artísticas da cidade. A música, por exemplo, ficará por conta da banda Etno, que vai tocar canções de Setembro, seu mais recente CD.

O teatro ganha representação com trechos de Manual do 1° Encontro, espetáculo do grupo TPM – Teatro para Mulheres, Avenca, da Trupe dos Argonautas, Nós...!, com Elmo Ferrér e Láidison Peixoto, e O Diabo Veste Canga, com a Cia de Atores Os Sei Lá Quem.

James Fensterseifer, coordenador do projeto, conta que a iniciativa serve para que os artistas em cartaz possam divulgar seus trabalho. “Eles jogam uma isca para ver se pegam o público. Também usam o espaço para se exercitarem ou para mostrar um trabalho novo e ver como é a resposta do público”, revela.

Interatividade

A artista plástica Wal Andrade pintará um quadro ao vivo e um dos destaques da noite será a exibição de KCrisis, curta-metragem de ficção científica dirigido pelo cineasta Thiago Moyses.

Com apresentação da dupla Welder Rodrigues e Ricardo Pipo, ambos da Cia de Comédia Os Melhores do Mundo, o Jogo de Cena ganhou a simpatia do público pela interatividade. “São propostas para o público desmitificar o palco e poder brincar com os artistas. E, quem sabe, também virar artista”, explica James.

Ele adianta duas brincadeiras temáticas que vão acontecer esta noite. “Vamos ter o quadro chamado Arrumando a Mala, que são três malas e um saco cheio de roupas. As pessoas têm que arrumar e dobrar em um tempo determinado. Outra brincadeira é a Corrida no Saguão do Aeroporto, onde o público vai empilhar malas e carregar malas pesadas”.


Jogo de Cena Férias – Nesta quarta, às 20h. No Teatro da Caixa (Setor Bancário Sul). Ingressos: R$ 20 (inteira). Informações: 3206-6456. Não recomendado para menores de 14 anos.


Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

Violonistas de várias partes do mundo se reúnem em festival


 
Apaixonado por violão clássico, O brasiliense Alvaro Henrique traz apresentações em homenagem aos 50 anos de Brasília
Nesta quarta-feira, Brasília será o palco do V Festival da Associação Brasiliense de Violão (Bravio), no SESC da 504 Sul. O evento, que busca divulgar a arte do violão erudito, traz performances de artistas locais, nacionais e internacionais. Paralelamente ao evento, o público pode conferir também a quinta edição do Concurso Eustáquio Grilo.

Apaixonado por violão clássico, o brasiliense Alvaro Henrique decidiu preparar apresentações em homenagem aos 50 anos de Brasília para a estreia do projeto. O repértório do violonista contará com composições inéditas de Jorge Antunes, Mário Ferraro e Carlos Alberto da Silva feitas especialmente para a ocasião.

A programação do festival inclui ainda os shows de Júlio Ribeiro (EUA) e Júlio Cruz (DF), no dia 28. No dia 30 é a vez de Bruno Soares (ES), seguido do espanhol Álex Sánchez (dia 30) e do francês Lazhar Cherouana (dia 31).

A entrada para os recitais custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Para acompanhar o concurso, a entrada é franca. Mais informações sobre os músicos e programação podem ser obtidas no site http://www.bravio.mus.br. Classificação indicativa: Livre.

fonte: Correioweb

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Peça Bagatelas discute a percepção da mulher diante da violência brutal da sociedade

Mariana Moreira
 
As atrizes Carmem Moretzsohn e Bidô Galvão integram o elenco do espetáculo
A nova peça do grupo Cena, sob o comando de Guilherme Reis, passa-se em um vilarejo norte-americano, no princípio do século passado, mas a situação que descreve é uma constante em qualquer tempo ou lugar do globo. Ao tratar da opressão feminina, o espetáculo Bagatelas, da dramaturga norte-americana Susan Glaspell, lança luz sobre um tema que não sai da pauta. "Abri o jornal no fim de semana e vi matérias sobre a Lei Maria da Penha, com casos de violência contra cinco mulheres", exemplifica Reis. A montagem, que mistura elementos de história de amor e trama de suspense, fica em cartaz desta quinta-feira (21/7) a sábado, às 21h, e domingo, às 20h, no Espaço Cena (CLN 205 – 3349-3937). Terá sessões abertas, às quartas, às 21h, para estudantes de arte da Universidade de Brasília, da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes e de alunos da rede pública de ensino. A temporada segue até 7 de agosto.

A trama se inicia com um assassinato em uma fazenda do interior dos Estados Unidos. Um homem encontra o corpo de seu vizinho na propriedade ao lado da sua e chama as autoridades para investigarem o caso. Ele acompanha o promotor e o delegado à cena do crime, estando todos acompanhados de suas mulheres. Enquanto os homens buscam pistas concretas, as esposas desfiam outras possibilidades para o desfecho da história, observando objetos triviais da casa e da rotina do casal que ali vivia. "Começam a surgir
pequenas evidências que só o olhar feminino consegue ver, nas bagatelas, as pequenas coisas, como migalhas de pão, xícaras sujas, panos de prato no chão, agulhas e linhas, panelas", descreve o diretor.

Bagatelas dá continuidade a uma proposta que a companhia vem perseguindo desde sua criação, em 2005: foco no trabalho dos atores e simplicidade estética. "Apesar de o texto original exigir um cenário elaborado, conseguimos encontrar uma forma de contar essa trama com recursos mínimos de figurino, cenografia e técnica", descreve Reis. Apenas os objetos essenciais aparecem no cenário, em tons de preto e marrom, reproduzindo a cozinha da casa da fazenda. A criação de figurino, cenografia e objetos é
assinada pelo também diretor Hugo Rodas. No elenco, Adriana Lodi, Bidô Galvão, Carmem Moretzsohn, João Antonio, Sérgio Fidalgo e William Ferreira.

Apesar de enxuto nos aparatos cênicos, o espetáculo investe em sutilezas sugestivas. Mesmo sem variações de ambiente, as mudanças na iluminação sugerem idas ao passado, trocas de personagens, passeios pelo aspecto psicológico de cada tipo. Os atores propõem um jogo de palavras para transportar a plateia à situação em que eles estão imersos. "Propomos o seguinte jogo: isto aqui é uma cozinha, em uma fazenda, em determinado tempo. O resto acontece na cabeça dos espectadores", descreve o
diretor.

A autora
Em Bagatelas, a intenção era ser fiel à visão da autora, que não tinha a menor dúvida da diferença na percepção entre homens e mulheres. Bagatelas é inédita no Brasil, mas já ganhou várias montagens mundo afora, e até uma versão cinematográfica: o filme Trifles, curta-metragem dirigido por Pamela Gaye Walker, rodado em 2009 e sem tradução para o português.

Consagrada na cena teatral de Nova York e Londres durante os anos 1930 e 1940, Susan Glaspell ganhou diversos prêmios e recebeu críticas positivas dos principais jornais — já foi apontada com a versão feminina do dramaturgo e romancista George Bernard Shaw. Fazia dupla com Eugene O’Neill na criação de textos da Provincetown Players.

"Ela era uma mulher em meio a um bando de homens", destaca Guilherme Reis. Apesar de ter escrito mais de 50 contos, 10 romances e 14 peças teatrais e de ter recebido prêmios como o Pulitzer de Teatro e o American Literary Guild, Glaspell não entrou para o hall de inesquecíveis e permanece desconhecida até hoje no Brasil. Bagatelas foi escrita no ano de 1916.

Fonte: Correioweb

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Confira as atrações que se destacam na agenda desta semana


 
Hermeto Pascoal apresentará seu novo disco, Bodas de latão
TEATRO BRASILIENSE
O
diretor Ricardo César apresenta, no Teatro Goldoni (Casa D’Itália, 208/209 Sul; 3244-3333), a peça Vestida de mar. Na sexta e sábado, às 21h; e no domingo, às 20h, a atriz Gelly Saigg retrata a vida e obra da poetisa argentina Alfonsina Storni. As entradas custam R$ 30 e R$ 15 (meia). Não recomendado para menores de 14 anos. Já no Espaço Cultural Mosaico (714/715 Norte, Bl. D, Lj. 16; 3032-1330), a Trupe dos Argonautas encena o espetáculo Avenca, de quinta a sábado, às 21h; e domingo, às 20h. Dirigido por Súlian Princivalli, a obra é uma adaptação do texto de Caio Fernando Abreu. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Não recomendado para menores de 14 anos. Na Sociedade Brasileira de Eubiose (603 Norte, Lt. C; 3226-0896), o diretor Márcio Menezes faz uma reflexão sobra as mudanças da vida, na peça Para onde vão os trens?, baseado na vida e obras de Hilda Hilst. Sábado e domingo, às 19h e 21h; e segunda, às 21h. Ingressos a R$ 20 (sábado e domingo) e R$ 10 (segunda). Não recomendado para menores de 16 anos.

AS VOZES DA AMÉRICA
Duas cantoras belas e talentosas se encarregam de encerrar o projeto Soy loco por ti America: Francisca Valenzuela e Ana Cañas. Francisca traz o seu pop rock chileno, com composições em espanhol e inglês, e divide os palcos com a brasileira Ana. As duas serão acompanhadas pelo músico Paulinho Moska e sua banda. De sexta a domingo, sempre às 21h, no Centro Cultural Banco do Brasil (SCES, Tc. 2, Lt. 22; 3310-7087). Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50 (meia). Classificação indicativa livre.

BRUXO ALAGOANO
O compositor e multi-instrumentista de 75 anos Hermeto Pascoal vem a Brasília para ministrar uma oficina de música e apresentar o novo CD Bodas de latão. O curso acontece na sexta, das 18h às 19h, no Teatro Oi Brasília (Complexo Golden Tulip Brasília Alvorada, SHTN Trecho 1, vizinho ao Palácio da Alvorada). As inscrições custam R$ 30 e podem feitas na bilheteria do teatro (de terça a sábado, das 13h às 19h). Com mais de 60 anos de estrada e 24 discos, Hermeto apresenta-se ao lado da mulher, Aline Morena, no sábado, às 21h, no mesmo teatro. Ingressos na bilheteria ou no site do teatro: R$ 50 e R$ 25 (meia) para os 100 primeiros pagantes, R$ 60 e R$ 30 (meia) para os demais. Não recomendado para menores de 16 anos.

Fonte: Correioweb

Antônio Nóbrega apresenta aula-espetáculo nesta quarta-feira


Irlam Rocha Lima
 
Em Mátria, Nóbrega tenta unir o masculino e o feminino, o erudito e o popular
Antonio Nóbrega vê forte presença masculina na cultura hegemônica, utilitarista e pragmática, que ele chama de pátria. Como contraponto, o músico, cantor, compositor e dançarino propõe algo ligado ao caráter lúdico, com prevalência de princípios e elementos femininos. Um esboço disso está em Mátria — Uma outra linha de tempo cultural, aula-espetáculo que será apresentada nesta quarta-feira (20/7), às 20h, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional, com entrada franca.

Solicitado, o multiartista pernambucano concebeu Mátria para o projeto Rumos Educação, Cultura e Arte Itaú Cultural, que tem como objetivo divulgar no país o novo edital desse programa. Com uma hora e 20 minutos de duração, o evento traz canções, peças instrumentais e danças, entremeados por considerações sobre a cultura brasileira, de extração popular.

Depois de estrear há dois meses em São Paulo e passar por Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Belém e Manaus, Nóbrega chega a Brasília, onde apresenta-se com frequência, desde a época em que deixou o Quinteto Armorial e partiu para carreira solo. Não falta quem se recorde, por exemplo, de Na pancada do ganzá, que ocupou o palco da Sala Villa-Lobos no fim da década de 1990. Ou de Tonheta, o mítico personagem que criou, anti-herói popular, definido por ele como um misto de pícaro, bufão, arlequim e vagabundo.

Em Mátria, Nóbrega mescla obras da tradição oral, como o choro de Pixinguinha, o samba de Candeia e Nelson Cavaquinho, canções de Dorival Caymmi e dele próprio, e coreografia sobre música de Johann Sebastian Bach. Tanto em sua forma quanto em seu conteúdo, procura harmonizar o discurso com a performance, o conceito com a emoção.

De acordo com o artista, a aula-espetáculo é uma ideia antiga. “Logo depois de deixar o Armorial, quis produzir algo em que pudesse fazer considerações, reflexões sobre a cultura popular, vista por alguns como folclore. Para que se tornasse orgânica, deveria ter ilustração lúdica, por meio de uma performance que reunisse o canto, o instrumento e a dança.”

O que Nóbrega propõe em Mátria é um tipo de cultura que privilegie as toadas, as cantigas, o romance tradicional, “a canção com narrativa em versos de sete sílabas, com começo, meio e fim, que fale da rabeca e do maracatu, que não esteja atrelada à cultura pop do mundo globalizado, e sim a uma cultura educacional e artística”. Ele acredita que essa ideia precisa ir além da aula-espetáculo, e ser amplificada no formato de outras mídias, como DVD, série de televisão e livro.

Fonte: correioweb

terça-feira, 19 de julho de 2011

Antologia dos melhores ficcionistas brasileiros do início do século 21 é lançada em Brasília


Nahima Maciel
 
Lima Trindade (foto) e José Resende Jr são os dois representantes brasilienses da coletânea
Se há algo que una os escritores da primeira década do século 21, esse elemento é o bizarro. Escreve-se sobre violência urbana, consumismo, conflitos, realidades estranhas, rotina enlouquecida, mas sempre de uma maneira que esbarra na bizarrice. Por isso, o escritor e editor Nelson de Oliveira salientou esse ponto ao propor a coletânea Geração Zero Zero, cujo lançamento acontece nesta terça-feira (19/7) no Café Com Letras. "A atmosfera comum a toda essa prosa quase exclusivamente urbana é o bizarro. Que, tendo em vista apenas a estrutura formal, aparece das mais diferentes maneiras: ora em linha reta, ora em zigue-zague, ora fragmentada, ora pulverizada e misturada, mas sem jamais perder a sua consistência bizarra", escreve Oliveira no prefácio.

Fora isso, há mais diferenças que semelhanças na antologia. "Por isso o recorte temporal funciona bem. Isso libera da exigência de caçar semelhanças. As diferenças são muito gritantes entre os autores", avisa o organizador, que incialmente fez lista de 150 autores para chegar aos 21 de Geração Zero Zero. A exemplo do que já havia feito em Geração 90, Nelson de Oliveira quis reunir os nomes que considera mais relevantes na ficção escrita neste início de século 21.

Todos os textos são inéditos — com exceção dos contos de Lourenço Mutarelli —, mas nem todos os nomes são desconhecidos dos leitores. Muitos, inclusive, já publicaram dois ou mais romances em editoras de
grande porte e há muito circulam pelo meio literário como semi-consagrados, caso de Carola Saavedra, Daniel Galera, o próprio Mutarelli e Santiago Nazarian. Alguns não chegam a ser revelações, embora suas obras fiquem restritas a um circuito independente, como Whisner Fraga, Marne Lúcio Guedes, Ana Paula Maia, Lima Oliveira e José Rezende Jr., os dois últimos residentes em Brasília. "O princípio da antologia nunca foi revelar nomes que não fossem conhecidos", garante Oliveira.

A opção de apostar em textos inéditos é um risco que faz da antologia um conjunto irregular que nem sempre pode ser apontado como representativo da
obra dos autores convidados. O próprio Oliveira admite que não se pode pretender conhecer a literatura desses autores apenas com os contos de Geração Zero Zero, mas eles podem funcionar como aperitivos. "Talvez se selecionasse os melhores textos tivesse uma antologia mais interessante, mas gosto de arriscar no ineditismo."

Confira trechos do livro:
"Como pode alguém sumir assim? Sair de noite dizendo que volta cedo porque não pode dormir tarde porque trabalha na manhã seguinte, e não voltar cedo e não voltar tarde nem na manhã seguinte nem de noite nem nunca mais? O policial forte que passa gargalhando aumenta em cinco milímetros a ferida na cabeça raspada do moço sentado no banco em frente, faz cacoalhar a corrente que prende o moço ao banco. O moço geme mais alto, o policial forte gargalha mais forte, a mãe pergunta a si própria porque não atou o filho ao sofá da sala, porque não atou o filho ao ventre, o cordão umbilical à guisa de corrente, se o fizesse ainda teria o filho, ainda seria a mãe, porque assim, órfã do filho, a mãe é só uma mulher sozinha no mundo, um mundo pequeno mas vasto, desolador." (José Rezende Jr./ A partida do audaz marinheiro)

"O céu se fechava em nuvens levemente escuras, misturadas entre chumbo e castanho, ameaça de relâmpagos, trovões, temporais. Edivaldo recordou a cor dos olhos de Bárbara. Castanhos. Estariam distantes ou perto? Na época da 412 Norte se viam cotidianamente. Ela do bloco D, ele do M. Quand chovia refugiavam-se no Cine Brasília ou na Cultura Inglesa. Sentia falta da inocência de sua juventude e não reconhecia muito das lojas do Setor Comercial Sul. O verde das praças exibia-se apagado, os ramos tímidos no rente do chão, as folhas secas e as pedras espalhadas como um mapa sem referências. Edivaldo caminhava pelas entrequadras. Esquecera-se de que às vezes o vazio também era bom, assentava ideias e sentimentos."(Lima Trindade/ Bárbara não atende)



Geração Zero Zero
Organização: Nelson de Oliveira. Língua Geral, 408 páginas. R$ 45. Lançamento nesta terça-feira (19/7), às 19h, no Café com Letras (SCLS 203 Bloco C, Lj 19)

Fonte: Correioweb

Projeto Mitos do teatro brasileiro homenageia Plínio Marcos

Mariana Moreira
 
João Paulo Oliveira e J. Abreu vivem alter-egos de Plínio
Menino pobre de Santos, São Paulo, Plínio Marcos queria ser jogador de futebol. Não deu. Depois da frustração de não virar craque da bola, ele entrou para a Aeronáutica, trabalhou como funileiro, vendedor de livros, palhaço e zelador de teatro. Mas foi com a caneta na mão que ajudou a revolucionar o universo cênico, transformando-se no dramaturgo mais polêmico e censurado de todos os tempos no país. Pela primeira vez, o submundo marginal, de homens maltrapilhos, na contramão da história, ganhava lugar de destaque no palco. A luta encampada por Plínio Marcos será o assunto do segundo encontro do projeto Mitos do Teatro Brasileiro, nesta terça-feira (19/7), às 20h, no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Desta vez, os convidados a tecer suas memórias teatrais diante da plateia são dois atores consagrados no Brasil e personagens essenciais da engrenagem criada por Plínio Marcos: Nelson Xavier e Emiliano Queiroz, que estiveram na primeira versão da peça Navalha na carne, além de muitas outras criações do dramaturgo. "Conheci o Plínio nos anos 50, numa excursão que o Teatro de Arena fez a Santos. Ele era um dos espectadores. Varamos a madrugada conversando e ele me encantou de saída, porque era do circo, que representava a aventura, o mistério, a magia", recorda Nelson Xavier, acrescentando que nesta época, ele já possuia uma de suas características mais marcantes: o vocabulário recheado de palavrões. "Ele tinha uma fala peculiaríssima, uma linguagem marginal, era um rebelde por escolha", afirma Xavier.

Seu companheiro nesta edição de Mitos, Emiliano Queiroz ressalta a renovação que suas obras representaram na cultura nacional. "Até então, a dramaturgia era dirigida à classe média, à roça e à comédia de costumes. Mas ele trouxe essas almas marginalizadas, chocando a opinião pública e as leis que regiam o país", relata o ator, que dirigiu a única montagem do único musical que Plínio escreveu, todo em versos, e batizou de Feira Livre. "Minha entrada na obra dele foi um divisor de águas para minha carreira. Gosto de falar sobre como senti na pele a ressonância dos textos do Plínio, como a plateia me devolvia o que eu jogava pra ela", avisa

Além dos depoimentos, a noite contará com a exibição de vídeos, trechos de entrevistas do autor "maldito" e mais três cenas inéditas, criadas pelo dramaturgo e idealizador do projeto, Sérgio Maggio. As primeiras retratam um dos lados mais emblemáticos e difíceis de sua carreira: o cerco do governo militar e da censura às suas obras. Embora não tivesse uma abordagem política do país, sua decisão dar voz à miséria humana, falando de marginalidade, violência e sexo sem suavizar nas tintas, incomodava os militares. Durante um longo período, a simples menção a seu nome era sinal de que o espetáculo não seria liberado pelos censores.

No primeiro trecho da encenação, os atores João Paulo Oliveira e J. Abreu encenarão o momento em que Veludo, personagem de Navalha na carne, recebe a visita de um homem misterioso, em busca de Plínio Marcos. Em seguida, eles dão vida a dois censores que fazem a leitura da peça Abajur lilás para uma plateia de pessoas ligadas à ditadura, com a intenção de simular uma rejeição popular ao texto. Na reta final da noite, a dupla interpreta dois alter-egos de Plínio Marcos: suas porções palhaço e vendedor de livros.

Escalado para a homenagem, o ator João Paulo Oliveira, que intercala o teatro e o cinema com sua carreira de publicitário, volta à cena depois de quase quatro anos subir no tablado. "Plínio Marcos criou uma vertente própria, muito moderna. Trouxe para o teatro uma linguagem mais crua, que já existia no cinema e na literatura, por exemplo", avalia. Co-diretor e ator de todos os tributos, J. Abreu terá o privilégio de encarnar o universo de Plínio pela primeira vez. Há duas décadas, ele quase integrou o elenco de uma montagem de Abajur Lilás. "O que mais me deixa instigado é a perseverança dele. Estudou até a terceira série e conseguiu ser um dos maiores dramaturgos do Brasil. Enfrentou a ditadura, o desemprego, a falta de dinheiro para fazer o que queria", diz o ator.

Fonte: Correioweb

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Peça em cartaz no CCBB faz relato honesto de homem contaminado pelo vírus HIV (Entrada Franca)


 
Espetáculo Sala de espera provoca intimismo com a plateia
Na programação que a trupe Teatro do Concreto preparou para comemorar o sétimo aniversário da companhia, chega a vez da peça Sala de espera, encenada em 2003 e 2004.

O espetáculo que trata de amor, preconceito e superação, ao fazer um relato honesto de um homem contaminado pelo vírus HIV, surgiu de uma adaptação do original A doença: uma experiência, do cineasta Jean-Claude Bernardet. A partir da leitura, o grupo envolveu a técnica de dança pessoal, ao
trabalhar com partituras físicas, criando um texto que busca quebrar a barreira da interpretação e se aproximar da confidência, numa atmosfera de leveza e erotismo.

A
peça será encenada desta sexta a domingo, às 20h, no Teatro 2 do Centro Cultural Banco do Brasil (SCES, Tc. 2). Informações: 3108-7600. Não recomendada para menores de 18 anos. Entrada franca.

Fonte: Correioweb

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A Thor Filmes e a TAO Filmes convocam atores e atrizes com experiência

"SIGNO DE OURO"
Um filme de Pedro Anísio
Uma produção Thor Filmes



- Atores e atrizes de vários tipos, com idade entre 25 e 65 anos;
- Atrizes com ascendência japonesa, com idade entre 25 e 30 anos e com idade
entre 5 e 10 anos;
- Atrizes gêmeas, com idade entre 25 e 35 anos;
- Atores estrangeiros, com idade entre 28 e 40 anos, que falem portugues
fluente ou brasileiros que dominem bem o sotaque da lingua inglesa ou
francesa.


DIREÇÃO DE ELENCO: LUCIANA MARTUCHELLI

Interessados devem enviar curriculo com medidas, contatos e com duas fotos -
rosto e corpo inteiro (jpeg, máximo de 1 Mb por foto), para
elencosignodeouro@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
Caso tenha portfólio, enviar link com vídeos de
suas atuações.

Os selecionados receberão e-mail e/ou telefonema com mais informações, local
e horário dos testes.

Informações:
Luciana Martuchelli – +55 61 9942 8836
Alexandre Adas – +55 61 8144 9666
Filipe Lima – +55 61 8402 2696

Fonte: Guia do Ator

Mostra Todos os mundos do cinema espanhol

Mostra de cinema espanhol em homenagem ao casal de atores Penelope Cruz e Javier Bardem. Confira abaixo:
Programação:
Terça-feira (12/07):
La Celestina: com Penélope Cruz, de Gerardo Vera, 1996, 125min.
Classificação indicativa: 13 anos

Calisto, um jovem e impulsivo fazendeiro, está apaixonado por Melibea, uma adolescente de boa família que os pais planejam casar conveniente e rapidamente. A paixão o mantém em tal estado de excitação que aceita a sugestão de seu criado Sempronio de obter os favores de sua amada com a mediação de uma feiticeira, cuja sinistra reputação é bem conhecida, A Celestina.
Quarta-feira (13/07):
Los lunes al sol: com Javier Bardem, de Fernando León de Aranoa, 2002, 113min.
Classificação indicativa: 13 anos

Uma cidade ao norte, costeira. Uma cidade na qual ninguém olha para o mar, pois o mar é aqui rotina semanal, trabalho diário. Um grupo de homens, que vivem nela, que a cada dia caminham por suas ruas inclinadas, que fazem de seus bares trincheira, de suas barras suporte de esperanças e silêncios. Esta é sua história, uma história de presenças e ausências, de fragilidade e blindagens, de tenras e caladas esperanças.
Quinta-feira (14/07):
Abre los ojos: com Penélope Cruz, de Alejandro Amenábar, 1997, 114min.
Classificação indicativa: 13 anos

César tem 25 anos e se encontra na cela de um hospital psiquiátrico por sua própria vontade. Desde então rememora os momentos vividos antes e depois do acidente que deixou seu rosto desfigurado. A realidade se confunde então com o desejo de conquistar Sofía, a namorada do seu melhor amigo.
Sexta-feira (15/07):
Mar adentro: com Javier Bardem, de Alejandro Amenábar, 2004, 110min.
Classificação indicativa: 13 anos

Ramón está a quase trinta anos prostrado em uma cama aos cuidados de sua família. Sua única janela para o mundo é a do seu quarto, junto ao mar pelo qual tanto viajou e onde sofreu o acidente que interrompeu sua juventude.

Local: Instituto Cervantes de Brasília - SEPS 707/907, Lote D - Asa Sul - 3242-0603
Data: Terça a sexta-feira, às 19h
Preço inteira: Entrada franca
De: 12/07/2011
Até: 15/07/2011

Fonte: Correioweb

Último filme da saga Harry Potter estreia às 23h55 desta quinta-feira

Tiago Faria e Yale Gontijo
 
Daniel Radcliffe: "No último dia de filmagem, chorei como uma criança"
Tudo termina.” As duas palavras secas, que ilustram o pôster do filme Harry Potter e as relíquias da morte — Parte 2, são o suficiente para dar um nó na garganta de milhões de espectadores em todos o planeta. Lamentar o ponto final, no entanto, será inútil: o destino do bruxinho britânico está escrito desde 2007, quando o último livro da saga fantástica baixou nas estantes. A partir das 23h55 desta quinta-feira (14/7), nos cinemas, uma geração de fãs se despede do herói com quem conviveu por mais de uma década.

As expectativas, infladas por uma pesada campanha de
marketing, não são exageradas. Na história do cinema de entretenimento, não existe trajetória comparável à de Harry — e não apenas quando se leva em conta uma arrecadação de US$ 6 bilhões em ingressos. Em um conjunto coeso de oito longas-metragens, as aventuras de J.K. Rowling foram encenadas por uma equipe que amadureceu no ritmo dos personagens — e não perdeu, em momento algum, a sintonia com o público.

O episódio final apresenta um clímax grandioso, e sentimental, para uma
franquia que venceu um dos desafios mais difíceis da indústria do filme-pipoca: num mercado que muda a cada mês, a série defendeu a regularidade. Juntos, e sem muitos deslizes, os filmes de Harry Potter narram uma longa história: com início, meio e, agora, a inevitável conclusão.

“Foi uma experiência extraordinária
trabalhar com o mesmo grupo de pessoas por 10 anos. No último dia de filmagem, chorei como uma criança”, contou Daniel Radcliffe, ao apresentador Larry King, da CNN. Quando o londrino começou a interpretar o personagem principal, tinha 12 anos. Em Harry Potter e a pedra filosofal (2001), era o menino que aprendia a domar os dons mágicos em Hogwarts, uma escola para petizes superpoderosos.

Hoje, aos 21, o ator vive muitos dos conflitos enfrentados pelo protagonista, o adolescente é responsável por liderar um levante contra o vilão Voldemort (Ralph Fiennes). O tom é obscuro, com momentos trágicos, mas o desfecho acaba por celebrar a trajetória do personagem. A certa altura, um longo flashback mostra imagens dos filmes anteriores. Num epílogo, os fãs lançam um olhar ao
futuro dos personagens — uma “surpresa” que deve provocar choradeira nas poltronas.

Em certa medida, as experiências de Radcliffe acompanharam as dúvidas do personagem. No decorrer dos episódios, Harry questiona as relações de amizade e poder, além da condição de “predestinado”. À revista GQ, ele confessou que o sucesso dos filmes por pouco não o transformou num adolescente-problema. Durante as filmagens de Harry Potter e o enigma do príncipe (2009), começou a bebericar whisky e frequentar rega-bofes de famosos.

Excessos à parte, o rosto de Radcliffe indica as mudanças de tom da série da Warner, que começou ingênua e se tornou sombria. O diretor inglês David Yates, que conduz os filmes da franquia desde Harry Potter e a Ordem da Fênix (2007), soube aperfeiçoar um “truque” eficiente: sem trair o conteúdo dos livros, produziu fitas de aventura atraentes tanto à plateia teen quanto ao público de superproduções. Os imbróglios amorosos de Harry, por exemplo, passaram a despertar tanto suspense quanto as cenas de ação.

Dividido ao meio, Harry Potter e as relíquias da morte decolou como um “road movie” (em novembro do ano passado) e aterrissa como uma epopeia juvenil, com uma torrente de efeitos especiais (temperadas por 3D) e cenas de batalha que podem lembrar as de O senhor dos aneis. Em comparação à Parte 1, é mais enérgica e vibrante. “É cinema monumental”, resumiu o crítico Philip Womack, do jornal The Daily Telegraph. O jornalista foi o primeiro a escrever sobre o filme. Antes disso, em 2 de abril, uma sessão-teste foi realizada em Chicago, nos Estados Unidos. Os fãs, segundo relatos oficiais, aprovaram o desfecho — e não seguraram as lágrimas nos créditos finais.

Os segredos que cercaram o filme foram dissipados na pré-estreia mundial, realizada há uma semana na Inglaterra — que atraiu uma multidão de anônimos à Trafalgar Square, praça do centro de Londres. Para os leitores de Rowling, não há o que temer: fidelidade absoluta aos originais ainda é um parâmetro que a equipe de produção segue rigorosamente. As revelações que estão no papel, portanto, saltam para a tela. Com a supervisão da própria escritora e a “expertise” de um time britânico pequeno e afinado, as produções não frustram as exigências dos “pottermaníacos”.
Deve estar aí, aliás, a receita da poção que converteu uma fábula infantil na franquia cinematográfica mais lucrativa de todos os tempos, à frente de James Bond e Guerra nas estrelas. “É como entrar em luto”, resumiu o ator Rupert Grint, 22 anos, que interpreta o ruivo Ron Weasley, ao The Guardian. Os fãs, é claro, entendem a sensação mais do que ninguém.

Fonte: Correioweb

terça-feira, 12 de julho de 2011

Escritor José Sóter lança livro com poesias e memórias hoje

Felipe Moraes
 
Com sensibilidade, o autor reflete sobre o cotidiano e lembra uma época em que a cidade era tomada por versos
Nas páginas de Navegante ao léu (Semim Edições), de José Sóter, ou apenas Sóter, como ele prefere ser chamado, as palavras vagam como “bilhetes de geladeira”. Como? “Não tem um tema específico, fica ziguezagueando, sem ordem, de forma aleatória. É um agrupamento de textos. Mais do que poesia, são recadinhos, daqueles que você vai acumulando”, diverte-se o autor, nascido no município de Catalão (GO) e que vive em Brasília desde 1977.

Antes do fim dos anos 1970, idas e vindas marcaram sua relação com a nova capital do país. Aqui se fixou em 1959, 1969 e 1973. Em seu décimo sexto livro, ele tenta definir, em versos
ágeis, colagens com recortes de poemas e fotos de personagens da sua geração (a do mimeógrafo, dos anos 1970), a “alma brasiliense”. Sóter lança a obra nesta terça-feira (12/7), às 17h, no Quiosque do Ivan Presença (Conic).

“Quis reverenciar esse processo de
construção da alma brasiliense: pessoas importantes na minha concepção como poeta, a frase de um, a postura de outro”, conta. Com ilustrações de Zé Nobre, Sóter viaja no tempo e tenta reproduzir o espírito de uma época em que a cultura da cidade ainda desabrochava. “A primeira referência foi justamente o movimento poético. Esse sentimento nasceu com os poetas marginais dos anos 1970 e depois inspirou tudo isso: manifestações ao ar livre, ocupação dos espaços, a música dos anos 1980, o teatro, as artes plásticas, o cinema. Todas as linguagens foram afetadas por essa tomada de atitude da poesia”, explica o escritor.

Arte cidadã
“Brasília não é maquete. Tem gente”, filosofa o autor. Sóter constrói a sua métrica da maneira mais espontânea possível. Ele leva consigo o descompromisso de um observador que não tem pressa, que tem o relógio como aliado: olha na direção do horizonte e não se angustia com a imensidão que os olhos mal dão conta de focalizar. Olha e apenas preenche o branco do papel com seus versinhos modernosos e profundos. “Não há predisposição para escrever, por exemplo, sobre a maneira como a
arquitetura de Niemeyer interfere no nosso cotidiano. Estamos apenas à disposição da cidade, e ela está à nossa disposição. É uma troca constante”, acredita.

O poeta tenta trazer de volta a ousadia de tempos passados, em que o regime militar ditava as regras e Brasília, uma cidade ainda jovem demais, que abria suas largas avenidas para a contribuição de gente de toda a parte. Para Sóter, a capital permanece assim: um mar infinito, onde é possível navegar livremente. “Todo mundo que, digamos, ‘aportou’ aqui veio com essa concepção de
viajar por novas propostas”, pensa.

Fonte: Correioweb

"Todos os Mundos do Cinema Espanhol" começa nesta terça (Entrada Franca)

Após apresentar mostras de clássicos de Luís Buñuel, Luis García Berlanga, Carlos Saura e Fernando Trueba, o Instituto Cervantes promove a partir desta terça até sexta-feira, às 19h, a mostra de cinema Todos os Mundos do Cinema Espanhol. O objetivo é buscar a aproximação dos brasileiros com a cultura cinematográfica da Espanha.

O cinema espanhol é um imenso globo que mostra múltiplas facetas e visões da realidade local. Os filmes retratam os diferentes mundos criados por diretores, roteiristas, atores, que formam a grande vitrine do cinema produzido na Espanha ou por espanhóis dentro e fora do país, com a inconfundível marca da identidade hispânica.

Desta vez, a mostra será com o casal de atores mais aclamado da cinematografia espanhola atual Penélope Cruz e Javier Bardem.

Atores

Penélope Cruz é uma atriz espanhola que ganhou reconhecimento internacional por suas atuações em diversos filmes, falados em inglês, espanhol, italiano e francês como Abre los ojos, Carne Trêmula, Vanilla Sky, Volver, Nine e Piratas do Caribe 4 – lançado este ano. A atriz foi a primeira espanhola a vencer um Oscar com o filme Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen.


Javier Bardem também é espanhol. Neto de atores, filho da atriz Pilar Bardem e sobrinho do grande cineasta Juan Antonio Bardem, Javier começou a atuar aos seis anos de idade. Coincidência ou não, Bardem também foi o primeiro espanhol a vencer um Oscar.

Em seu último filme Biutiful, lançado em 2010, ele venceu o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes e recebeu sua segunda nomeação ao Oscar de melhor ator.  Ainda em 2010, Bardem se casou com Penélope Cruz e teve seu primeiro filho, Leo, no começo deste ano.

Todos os Mundos do Cinema Espanhol –
Desta terça a sexta-feira, às 19h. Espaço Cultural Instituto Cervantes (707/907, Bloco D, Asa Sul). Entrada Franca. Não recomendado para menores de 13 anos.

PROGRAMAÇÃO

TERÇA-FEIRA

La Celestina
Com Penélope Cruz. Calisto, um jovem e impulsivo fazendeiro, está apaixonado por Melibea, uma adolescente que os pais planejam casar conveniente e rapidamente. A paixão é tanta que ele procura uma feiticeira para conquistá-la.


QUARTA-FEIRA

Los lunes al sol
Com Javier Bardem. Uma cidade na qual ninguém olha para o mar, pois é sinônimo de trabalho. Uma história de presenças e ausências, de tenras e caladas esperanças.

QUINTA-FEIRA

Abre los ojos

Com Penélope Cruz. César está em um hospital psiquiátrico por  vontade própria. Ali rememora momentos vividos antes e depois do acidente desfigurou seu rosto. A realidade se confunde então com o desejo de conquistar Sofía, a namorada do seu melhor amigo.

SEXTA-FEIRA

Mar adentro

Com Javier Bardem. Ramón está a quase 30 anos prostrado em uma cama. Sua única janela para o mundo é a do seu quarto, junto ao mar pelo qual tanto viajou e onde sofreu o acidente que interrompeu sua juventude.


Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br