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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ao lado de Clayton e Bruno Aguiar, o cantor Xangai apresenta seus sucessos no tradicional T-Bone

Irlam Rocha Lima
 
Festa certa: Xangai prepara seu novo CD acompanhado apenas do violão
 
Com público cativo entre os brasilienses, Xangai costuma apresentar-se no Distrito Federal com alguma frequência. Em maio ele fez shows na Casa do Cantador, em Ceilândia, e também no Teatro dos Bancários. Nesta quinta-feira (30/6), de volta à cidade, o violeiro e cantador solta a voz no T-Bone (312 Norte), tendo em sua companhia os cantores e compositores Clayton e Bruno Aguiar, e os músicos Flávio Silva (piano) e Guilherme Vilar (percussão). Haverá participação de Miquéias Paz, como mestre de cerimônia.

No momento, além dos shows, Xangai está envolvido com a finalização de um novo CD. Trata-se de projeto acústico, no qual registrou só com voz e violão canções inéditas e músicas que se tornaram consagradas na interpretação dele. “Em meus discos, sempre tive grandes músicos a me acompanhar. Desta vez, incentivado pelo grande violonista e concertista costarriquenho Mário Ulhoa, que mora há muito tempo na Bahia, resolvi gravar só com voz e violão”.

Feliz com o resultado, mas ainda sem previsão de lançamento, Xangai afirma que este álbum é a sua prioridade atualmente. Entre as músicas inéditas estão Jundiá, só dele; Eu, “versos da poeta portuguesa Florbela Spanca, que musiquei”; Hino no cangaço, “que fiz em cima de versos do repentista pernambucano Ivanildo Vilanova. E há uma outra, chamada Paletó”, anuncia.

História
Sobre Paletó ele narra uma história. “Há 16 anos, depois de show no Teatro Arthur Azevedo, em São Paulo, recebi no camarim o Manduca, filho do poeta Thiago de Mello. Ele me entregou um poema com esse título para que eu musicasse, mas confesso que não consegui de imediato”, relata. “Guardei o poema entre meus escritos e me esqueci dele. No ano passado, o reencontrei e bastou por os olhos em cima para que a música viesse na hora”, acrescenta.
Do CD farão parte, também, as releituras de Água (parceria com Jatobá), Diopenar, “que gravei com Juraildes da Cruz, no CD Nois é Jeca, mas é joia, de 2005; e o clássico Estampas eucalol, com a qual reverencia Hélio Contreiras. “Quis regravá-la, para manter esse malungo (companheiro), que partiu no mês passado, na memória afetiva de quem acompanha minha trajetória”, explica.

Xangai adianta que no T-Bone fará um show de voz e violão, no qual revisitará algumas das canções que gravou em 12 discos. “Gosto de ser acompanhado por bons músicos, mas aprecio também esse formato de show, que me permite entremear com as canções, histórias vividas ao longo da minha carreira. O contato mais direto com o público é algo, igualmente, que me agrada.” O cantador vai fechar a programação, às 21h.

Clayton Aguiar e Bruno Aguiar, pai e filho, abrem os trabalhos. O primeiro a se apresentar, às 19h30, é Clayton. “Preparei cinco músicas, extraídas do meu repertório: Tempos atrás e Rock capira, de minha autoria; Uai, sô! e Eu não sou mais de lá, que fiz com Pedro José e Expedito Dantas, respectivamente; e Uai, do poeta Goiá, que faz parte do meu primeiro LP, de 1984.

Bruno, acompanhado por Flávio Silva (piano) e Guilherme Vilar (percussão), cantará A mão, Conversa fora, Décimo andar e Sete vidas , músicas do Dias normais, CD — o terceiro da carreira — que lançou em 2008. “Com Xangai dividirei a interpretação de Estampas eucalol, o que vai ser uma honra para mim”, comemora antecipadamente. No encerramento, os três artistas juntam as vozes em Ai que sodade d’ocê, do paraibano Vital Farias.

Fonte: Correioweb

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Edicão de junho do Jogo de Cena chega ao palco em clima de são-joão


 
Ricardo Pipo e Welder Rodrigues apresentam o evento
O Jogo de Cena de junho vem com o clima de são-joão. Entre as atrações estão os comediantes do grupo Falando Nisso, que apresentam um stand-up comedy; e trechos dos espetáculos Teatro de quinta, de Ribamar Araújo e Similião Aurélio, e A última dança, com direção de Alexandre Ribondi. A programação inclui o filme A menor distância entre dois pontos, dirigido por Breno Nina e Enias Guerra; uma coreografia do espetáculo A pseudo vigarista; e um quadro produzido ao longo da noite pela pintora Jeanne Maz.

O evento, no Teatro da Caixa (SBS, Q. 4, Lt. 3/ 4; 3206-9448), é comandado pela dupla Welder Rodrigues e Ricardo Pipo e conta com DJ Chuchu na trilha sonora. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia; também para
doadores de 1kg de alimento não perecível). Não recomendado para menores de 14 anos.


Fonte: Correioweb

terça-feira, 28 de junho de 2011

CCBB recebe duas mostras de cinema (Entrada franca)

Amantes da chamada Sétima Arte (o cinema, claro) têm à disposição, a partir desta terça-feira, dois ótimos eventos. Ambos, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Tratam-se da Mostra de Cinema Árabe, com 17 produções de vários países do Oriente Médio e, também, do Cine-Concertos, mostra que promove nove sessões gratuitas de cinema ao ar livre, com música ao vivo, tocada por músicos franceses.

A Mostra de Cinema Árabe, realizada em São Paulo de 16 a 29 de junho, chega ao CCBB, com um ciclo de produções contemporâneas do Oriente Médio e norte da África. Os filmes serão apresentados de hoje a 10 de julho. A mostra reúne 17 filmes, que tratam de questões cotidianas, vivenciadas pela sociedade dos dez países representados: Argélia, Egito, Emirados Árabes, Iraque, Jordânia, Líbano, Marrocos, Palestina, Síria e, ainda, a Tunísia.

O destaque vai para o filme de abertura: Segredos Enterrados, segundo longa-metragem da diretora Raja Amari, das seleções de Veneza e Abu Dhabi. A produção abre a mostra, hoje, no CCBB. Raja, acompanhada de sua produtora Lina Chaabane Menzli, também vem à capital para participar de debate no dia 28 de junho, após a sessão.

E o CCBB emenda novo ciclo da sétima arte: Cine-Concertos, de hoje a 3 de julho, com entrada franca. A mostra é inédita no Brasil. É a estreia do trabalho da Association a la Recherche d'un Folklore Imaginaire (Arfi) em Brasília. Os músicos vão executar trilhas originais para clássicos como Nanook, o Esquimó, de Robert Flaherty. O evento tem apoio da Aliança Francesa, em Brasília, da Embaixada da França no Brasil e Spedidam. A abertura do Cine-Concertos será hoje, às 21h, com a apresentação de um programa dedicado ao comediante Harry Langdon.

Serviço:

Mostra Cinema Árabe – A partir desta terça-feira até 11 de julho, de terça-feira a domingo, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Brasília (Setor de Clubes Sul, Trecho 2, Lote 22). Transporte gratuito (ônibus  identificado com a marca do CCBB, de terça a domingo, saindo do Teatro Nacional a partir das 11h).


Cine-Concertos – A partir desta terça-feira até, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) Brasília (Setor de Clubes Sul, Trecho 2). Entrada franca. Mais informações: 3310-7087.

MOSTRA DE CINEMA ÁRABA
PROGRAMAÇÃO


Terça, 28

17h30 – Segredos Enterrados
19h – Debate


Quarta, 29

17h – Que Mundo Maravilhoso
18h50 – Porto da
 Memória
21h20 – Todo Dia é Feriado


Quinta, 30

17h – Outra vez
18h20 – Mascarados
21h20 – Porto da Memória


Sexta, 1º de julho

14h – Fora da Lei
16h40 – Microfone
21h10 – Caindo por Terra


Sábado, 2 de julho

14h10 – Mascarados
16h – Todo Dia é Feriado
21h – Câmeras Abertas


Domingo, 3 julho
14h20 – Fora da Lei
16h50 – Porto da Memória
21h – Filho da Babilônia

Terça, 5 de julho

16h50 – Casanegra
19h – Um a Zero
21h – Cidade da Vida


Quarta, 6 de julho
15h30 – Outra Vez
17h30 – O Sal Desse Mar
19h30 – Debate


Quinta, 7 de julho

16h30 – Fora da Lei
19h – Cidade da Vida
21h – Porto da Memória


Sexta, 8 de julho
17h – VHS Kahloucha
19h – Reciclar
21h – Um a Zero


Sábado, 9 de julho15h20 – Reciclar
17h – Câmeras Abertas
19h – Caindo por Terra
21h – Microfone


Domingo, 10 de julho
16h30 – Mascarados
18h30 – Outra Vez
20h30 – Casanegra


CINE - CONCERTOS
PROGRAMAÇÃO

Terça 28/6
21h – Cinésclaff (70 min)


Quarta, 29/6
20h – Cinérir (70 min)

Quinta, 30/6

20h – Nanouk (70 min)


Sexta, 1/7
8h30 – Koko Le Clown (60 min)

20h – Cinérir (70min)


Sábado, 2/7
18h – Cinésclaff (70 min)

19h30 – Nanouk (70 min)


Domingo, 3/7
18h – Koko Le Clown (60 min)

19h20 – Chang (70 min)


Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

Peça que lembra obra de Antoine de Saint-Exupéry estreia nesta terça (Entrada franca)

Um espetáculo adulto que mostra a necessidade de não se perder o olhar sonhador e o poder de imaginação, simples e cuidadoso da criança. Assim pode ser descrito Baobás, que estreia nesta terça, no Centro de Ensino Fundamental 113, no Recanto das Emas. Fernanda Pacini, diretora da peça, está em sua quarta produção. Como atriz atuou, também, quatro vezes. “É um texto lúdico para adultos, construído a partir da vida e obra de Antoine de Saint-Exupéry – aviador, ilustrador, jornalista, inventor, poeta, escritor e autor do clássico O Pequeno Príncipe“, define ela.

O espetáculo é resultado de intercâmbio entre o teatro brasiliense e o gaúcho, que traz a participação de Maico Silveira como um dos atores da montagem.

A partir de personagens criadas e cartas escritas por  Saint-Exupéry, Baobás narra, de forma poética, a relação de Antoine com a aviação, com histórias da criação do correio aéreo, das aerovias da Europa, África, América do Sul, sua relação com a guerra e com as mulheres.

Na peça, as narrativas fantásticas do autor são ora contadas, ora encenadas dentro de um planetário branco, espécie de iglu. Neste espaço, como num cinema 180º (graus), o público entra na cena e voa com o elenco pelas experiências vividas e criadas pelo escritor.

Aviões de papel

A plateia é convidada a fazer aviões de papel, que, ao serem lançados, interagem com a cena e o enredo. Antes do início da sessão, o elenco sugere que o público escreva cartas, com o compromisso de envia-las pelos Correios.

Com entrada franca, a montagem tem como ingressos uma folha de papel de carta e um envelope. O intuito é motivar a escrita e o envio de cartas pelo meio mais antigo e tradicional, como feito antes da internet. As cartas serão enviadas pela diretora do espetáculo. A produção aconselha que todos levem os endereços e CEPs dos destinatários. Além de Maico Silveira, o elenco tem o brasiliense Guilherme Carvalho. A trilha sonora é de Pedro Miranda.

Com orçamento de R$ 56 mil, sendo que R$ 49 mil veio do Fundo de Apoio à Cultura, a produção vai percorrer várias cidades do DF, além do Plano Piloto. Depois, segue para temporada de nove dias em Porto Alegre (RS). “É uma homenagem ao autor, que não só escreveu O Pequeno Príncipe, mas tantas outras histórias magníficas”, argumenta a diretora de 28 anos.

Temporada Brasília – De 8 a 10 de julho. No Museu da República, localizado no Eixo Monumental


Itinerância pelo DF – Recanto das Emas, hoje e amanhã, às 20h. No CEF 113. Paranoá, sexta-feira,
 às 20h. No Cedep; Gama, dia 04/07, às 19h. Na Cose; Planaltina, dia 6/7, às 20h. No Campus UnB; Ceilândia, dia 11/07, às 20h. No Incef; Taguatinga, dia 27/07, às 20h. No Sesi.


Temporada Porto Alegre – Entre os dias 5 e 21 de agosto de 2011. Entrada franca. Classificação indicativa livre.


Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

1º Festival de Ópera chega ao fim nesta terça-feira (Entrada franca)

Nahima Maciel
 
A Orquestra do Teatro Nacional participa do evento nesta noite
 
Rosana Lamosa e Fernando Portari se autointitulam o “casal 20” do canto lírico. De fato, a dupla está no topo da lista de cantores líricos brasileiros e acumula prêmios como o Carlos Gomes e o APCA, da Associação Paulista dos Críticos de Arte. Deve dar liga, portanto, a apresentação da dupla nesta terça-feira (28/6) durante o encerramento do 1º Festival de Ópera de Brasília, na sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. Portari veio direto do Scala, de Milão, templo da ópera do qual é cantor contratado, e Rosana veio do Rio de Janeiro. No programa estão clássicos do repertório lírico escolhido pelo maestro Claudio Cohen, também diretor do festival.

O concerto de hoje é uma homenagem a Giacomo Puccini. Haverá árias de Tosca, La bohème e Turandot. Além de Rosana e Portari, cantam também Martim Muehle e Janette Dornellas, solistas em uma das récitas de Cavelleria rusticana, apresentada na semana passada. “Vamos fazer árias muito populares porque eu queria algo bem festivo e acessível ao público”, avisa Cohen , que conduz a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS) durante a apresentação. “O concerto de abertura foi dedicado a Mozart. Hoje, será Puccini. São dois dos maiores nomes da ópera.”

Com quatro récitas e casa lotada, Pagliacci e Cavalleria rusticana levaram ao Teatro Nacional público de mais de 5 mil pessoas e garantiram a Cohen a certeza de uma demanda reprimida por ópera na cidade. O maestro quer tornar o festival um evento fixo no calendário cultural da cidade e promete mais récitas para a edição de 2012. “É uma pena mesmo que tenham sido sé duas apresentações para cada ópera, mas primeiro eu tinha que testar o mercado. Se fizéssemos uma oferta grande e não houvesse demanda seria complicado. Prefiro que tenha uma demanda reprimida, assim as autoridades podem ver que existe público”, diz Cohen, que planeja incluir a ópera Alma, de Claudio Santoro, na próxima edição do festival.

Fonte: Correioweb

Mostra de cinema árabe apresenta 17 filmes produzidos por dez países

Ricardo Daehn
 
Filme franco-argelino Fora da lei foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro e premiado em Cannes
 
Da dificuldade de se encontrar atrizes para uma cena de beijo até estruturação incipiente, no exemplo da Argélia, que só teve o Centro Nacional Audiovisual instituído em 2004, passando pela reativação de desfalcados circuitos — o cinema árabe enfrenta muitas barreiras até chegar aos espectadores. Ciente disso, Nágila Guimarães, uma das curadoras da Mostra de Cinema Árabe — a partir desta terça-feira (28/6), no Centro Cultural Banco do Brasil — se dispôs à meta: “Quis ser bem abrangente na seleção dos temas e contar com o maior número de países representados”. O resultado está no agrupamento de 17 filmes produzidos por 10 países, entre os quais, Iraque, Jordânia, Líbano e Egito.
“Cinema é uma forma de se contatar com outros países: dá para tirar um pouco do mundo e levar junto”, compara Nágila Guimarães, parceira na curadoria de Lina Menzli e Dora Bochoucha. Iniciativa que tem agregado parte do Oriente Médio, com relevância de traços africanos e asiáticos, o florescimento de festivais como os de Dubai, Abu Dhabi (Emirados Árabes) e Doha (no Catar) mobiliza produtores e realizadores de países que, progressivamente, contam com fundos para a estruturação maior dos roteiros de cinema, avalia a curadora. Aos 49 anos, ela vivencia, na condição de produtora e de “moradora do mundo, há 24 anos”, um punhado de festivais no exterior. Nágila está atenta a casos como o de Cidade da vida (2009), título selecionado para o CCBB e que marcou a entrada dos Emirados Árabes no panorama de cinema internacional. “Foi o primeiro com qualidade suficiente para o posto. O diretor Ali Mostafa captou muito bem a diversidade étnica na região — aquela Torre de Babel, repleta de diferenças de classes”, comenta.

Referências
O caldo de referências alheias ao dito mundo árabe também se engrossa, uma vez que muitos dos jovens cineastas têm formação fora do país de origem, como é o caso do marroquino Nour Eddine Lakhmari, muito valorizado na Escandinávia e representado na mostra por Casanegra (2008), filme em torno de regeneração e delinquência. “Os estudos no exterior formam realidades que acrescentam e não descaracterizam as culturas”, observa a curadora.

Também saído do país de origem, o sírio Joud Said dirige Outra vez (2009), longa voltado a um caso de amor cerceado pelas circunstâncias da guerra civil com a interferência Síria em território libanês, que, por sinal, traz à tona os limites da ficção no cinema examinado. “É uma parte do mundo tão conflitante, então, como eles poderiam lidar com isso apenas na ficção? Uma coisa (a realidade) entra na outra (ficção), de forma quase orgânica”, analisa Nágila Guimarães.

Instabilidade com atentados, processos sangrentos de independência, intolerância na pluralidade religiosa e sanções econômicas internacionais são alguns dos quebra-cabeças comuns a países representados na mostra do CCBB.

Catadores de papel
Daí, brotarem enredos como os de Porto da memória (2009), centrado na questão territorial, a partir da ação de despejo de uma família da área Palestina, antes de 1948; de Caindo por terra (2008), do estreante Chadi Zeneddine, voltado para a reintegração de Beirute almejada pelos esperançosos libaneses e de Reciclar (2007), um documentário da Jordânia, a postos para denunciar a dura realidade de um ex-soldado, pai de oito filhos que, na cidade do abatido líder da Al-Qaeda Abu Masab az-Zarqawi, presencia a falta de perspectivas dos filhos entregues à rotina de catadores de papel.

“Não se mostra apenas um mosaico de mártires. Não são representadas apenas vidas sofridas. Nos filmes, vemos amor, alegria e dor, em doses equilibradas. O Brasil nunca passou por uma guerra, mas as pessoas podem se conectar com os filmes que contemplam a humanidade, em geral. Falam de doçura e sonhos”, observa Nágila Guimarães. A crença em melhores condições é extravasada na expressão internacional alcançada por cinematografias ricas de países pequenos como a Tunísia, sempre exaltada pelo teor de liberalismo.
“É um local em que a mulher se emancipou mais cedo, mas, alguns filmes de lá são objeto de polêmica. Apesar de muito sutil no registro de nudez, o filme Segredos enterrados (de Raja Amari, selecionado para mostra paralela do Festival de Veneza) lida com o grande tabu que é o incesto”, comenta Nágila, ao falar do cinema da autora de Satin rouge (2002), um filme detido nas mudanças experimentadas por uma viúva que rompe barreiras sociais.

Alinhados à questão da independência feminina e integrados à mostra do CCBB, títulos conduzidos por mulheres, como Todo dia é feriado (2009) e Câmeras abertas (2009), demonstram o potencial de interesse dentro da programação com acesso gratuito: o primeiro se fixa nos destinos de libanesas que visitam os maridos na cadeia, enquanto o outro, um documentário, registra o empenho de iraquianas arregimentadas para um perigoso projeto fotográfico.

Fonte: Correioweb

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O QUE VAI ROLAR ESSA SEMANA EM BRASÍLIA!

Ao ar livre

A partir desta terça a 3 de julho, quem gosta de cinema e música tem encontro marcado no Centro Cultural Banco do Brasil para o projeto Cine-Concertos. Inédito no Brasil, o Cine-Concertos oferece projeção de filmes acompanhada de execução musical ao vivo, feita por músicos profissionais franceses. O evento acontecerá no gramado do CCBB (Setor de Clubes Esportivos Sul), reunindo os grupos Le Workshop de Lyon e Baron Samedi, da companhia Arfi – Association a la Recherche d'un Folklore Imaginaire. Um programa para reunir a família e se emocionar. Informações: 3310-7087. Entrada franca. Classificação livre.


Cultura árabe

De amanhã a 10 de julho, o Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul) oferece aos brasilienses a oportunidade de conhecer mais sobre a história e cultura do mundo árabe. A Mostra de Cinema Árabe reúne 17 filmes, produções recentes, que tratam de questões cotidianas, vivenciadas pela sociedade dos dez países representados: Argélia, Egito, Emirados Árabes, Iraque, Jordânia, Líbano, Marrocos, Palestina, Síria e Tunísia. Informações: 3310-7087. Entrada Franca. A classificação indicativa varia de acordo com o filme.


Sapatilhas de Ponta

A Academia Lúcia Toller apresenta, nesta quarta e quinta, o espetáculo A Flor de Pedra. Com um total de 330 bailarinos a apresentação narra a história de um artesão chamado Danilo que sonha em esculpir um vaso em formato de flor de malaquita. Quem assina a direção geral é a própria Lúcia Toller. A direção artística e coreografia é de Rodrigo Mena Barreto e o figurino de Sonja Mena Barreto. O show será na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, às 20h. Ingressos (inteira): R$ 50. Informações: 3443-4015 ou 3244-0291. Classificação livre.


Show Inédito

Quem sobe nos tablados do CasaPark para se apresentar no projeto Quinta da Boa Música é Flavio Venturini. O músico, que não desembarcava na capital a mais de um ano, traz desta vez o show Não se apague esta noite, lançado em DVD em 2009 e que engloba seus maiores sucessos. As músicas mais aguardadas são: Princesa, O Céu de Santo Amaro e Todo Azul do mar. O show será nesta quinta, às 19h30, na praça central do shopping. Informações: 3403-5300. Entrada Franca. Classificação livre.


Comemoração

A Companhia Teatral Brasiliense completa dez anos de carreira e, para comemorar a ocasião, apresenta Cosme Trepado, rara adaptação do romance O Barão nas Árvores, de Ítalo Calvino. Com direção de James Fensterseifer, o espetáculo conta, em tom de fábula, a história do Barão Cosme Chuvasco de Rondó que, ainda criança, revoltou-se contra seu pai e subiu às árvores, para de lá nunca mais descer. Com este gesto sublime de rebeldia, ele inaugura para si um novo mundo e nele derruba preconceitos, revelando um universo de ideias e experiências únicas. A pré-estreia aberta ao público será na quinta-feira, dia 30, às 21h, no Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul). Ingressos: 1 quilo de alimento não perecível. Informações: 3443-6039. Não recomendado para menores de 14 anos.


Intercâmbio de artistas


Neste mês de julho os brasilienses serão presenteados com o projeto Soy loco por ti América. O programa promoverá encontros inéditos entre artistas da América do Sul e do Brasil. Quem assina a direção artística é o cantor e compositor Paulinho Moska. O grupo colombiano Aterciopelados e Fernanda Takai foram os escolhidos para inaugurar o projeto e se apresentarão nesta sexta, sábado e domingo. Em seguida é a vez de Fernando Cabrera e Pedro Luís, nos dias 8, 9 e 10 de julho. A terceira semana traz Lisandro Aristimuño e Marcelo Jeneci, nos dias 15, 16 e 17. Fechando a programação, Francisca Valenzuela e Ana Cañas, nos dias 22, 23 e 24 de julho. Os encontros serão no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Esportivo Sul), às 21h. Ingressos: R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia). Informações: 3108-7600. Classificação livre.



Navilouca


A Caixa Cultural Brasília (SBS Quadra 4, lote 3/4) apresenta, sábado (2) e domingo (3), às 20h, o show Navilouca, o novo trabalho da banda carioca Pedro Luís e A Parede, que comemora 15 anos de carreira. O grupo é formado pelo quinteto C.A. Ferrari (percussão), Celso Alvim (percussão), Mário Moura (baixo), Pedro Luís (voz, violão e guitarra) e Sidon Silva (bateria e percussão). O evento ainda terá um “workshow”, às 17h de domingo, com duração de 45 minutos e capacidade para até 50 pessoas. Informações: 3206-9448. Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada para estudantes, pessoas com mais de 60 anos, professores, clientes e empregados Caixa e doadores de agasalhos). Não recomendado para menores de 14 anos. As inscrições para o workshow são gratuitas e acontecem de 29 de junho a 1º de julho, das 10h às 18h. Informações: 3206-9892.



Encantadora


Paula Fernandes é uma das atrações mais esperadas para esta semana. O fenômeno musical que prefere classificar sua música como pop rural, chega a Brasília na sexta-feira para se apresentar no Ginásio Nilson Nelson, às 22h. No repertório, as músicas de seu mais recente álbum, Pássaro de Fogo, e canções inéditas que fazem parte de seu acervo sentimental. Ingressos (inteira): R$ 70 (Arquibancada), R$ 140 (Área Premium) e R$ 240 (Pista Cadeira). Informações: 8429-1197. Não recomendado para menores de 18 anos.


Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

Programação de tv por assinatura traz bons filmes


 
Bridget Jones é um dos destaques
 
Quem quiser ficar esta segunda em casa não terá do que reclamar. Canais de tevê por assinatura oferecem filmes bons para se assistir sozinho, com amante ou com a família.

A ação é garantida em Piratas do caribe: no fim do mundo. Os canais MAX e MAX HD exibem a produção às 19h. O penúltimo filme da franquia traz o destrambelhado Jack Sparrow preso no baú de Davy Jones. Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley) terão que salvar Sparrow do pirata Sao Feng (Chow Yun-Fat) e unir os Nove Lordes da Corte da Irmandade para derrotar Lorde Beckett (Tom Hollander). Eles viajam até Cingapura e lutam para recuperar os mapas que os levarão ao fim do mundo.

Na TNT, à 19h45, o terceiro filme da franquia do Exterminador do futuro mostra a primeira batalha entre humanos e a inteligência artificial da SkyNet. A nova ciborgue TX, mais poderosa e capaz de se transformar em qualquer coisa, tem a missão de matar John Connor. E Arnold Schwarzenegger deve salvar novamente a pele de John.

A divertida comédia romântica Bridget Jones será exibida no canal A&E, às 20h. A londrina Bridget Jones (Renée Zellweger) tem seus 30 e poucos anos, é fumante, gordinha e sempre está brigando com sua auto-estima. Ela escreve em um diário sobre tudo da sua vida e sobre todos que participam dela. Determinada a encontrar o homem certo, a mulher passa por situações hilárias e constrangedoras. No meio de toda a confusão, ela é disputada por dois homens: Daniel Cleaver (Hugh Grant), o chefe galinha, e Mark Darcy (Colin Firth, vendedor do Oscar), pretendente sugerido pela mãe.

Tim Burton aparece na programação do AXN, às 21h, com o ótimo Peixe grande e suas histórias maravilhosas. Edward Bloom (Albert Finney) sempre contou para todos suas histórias de quando era jovem e percorria o mundo. A mistura de realidade e fantasia nunca agradou o filho Will (Billy Crudup). Mas quando a mãe tenta aproximá-los, Will precisa aprender a separar a realidade e ficção para entender os feitos do pai. Ewan McGregor interpreta o jovem Edward. Aproveitem.

Fonte: Correioweb

Confira as atrações desta semana

 
Paula Fernandes fará apresentação no Ginásio Nilson Nelson

POP RURAL
É comum andar pelas ruas da cidade e ouvir um carro, um bar ou uma
casa tocando canções Paula Fernandes. Fenômeno musical, ela sobe ao palco do Ginásio Nelson (Eixo Monumental) na sexta, às 21h. O repertório do show será baseado no álbum mais recente Pássaro de fogo, quinto disco da cantora, lançado em abril de 2009. Mesmo com novidades no ar, Paula não deixará de cantar os sucessos Meu eu em você, Jeito de mato, Pássaro de fogo, entre outras. Ingressos: R$ 120 (premium); R$ 70 (cadeira/pista); e R$ 35 (arquibancada). Valores de meia-entrada e sujeitos a alterações. Pontos de venda: Lojas Mormaii, Casa do Cowboy, A Mais Turismo e Choperia dos Forgados. Informações: 8400-1880. Não recomendado para menores de 16 anos.

CRÔNICA CONTEMPORÂNEA
O escritor Affonso Romano de Sant'Anna lança o livro, Ler o mundo, na quarta, às 19h30, na Biblioteca Demonstrativa de
Brasília (506/507 Sul). Na obra, o poeta, cronista e ensaísta faz um panorama da área cultural, ontem e hoje, usando como cenário a realidade brasileira. O trabalho é dividido em três partes: a crônica, o ensaio e o depoimento histórico, finalizado com aspectos autobiográficos sobre a passagem pela Fundação Biblioteca Nacional. Entrada franca. Classificação indicativa livre.

CINEMA MUSICAL
De amanhã até o dia 3 de julho, o Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Sul; Tc. 2), torna-se palco para Cine-Concertos, projeto que resgata o cinema mudo das primeiras décadas do século 20. As projeções serão ao ar livre e acompanhadas de
músicas tocadas ao vivo pelos grupos franceses Le Workshop de Lyon e Baron Samedi, da companhia ARFI - Association a la Recherche d'un Folklore Imaginaire. O filme Cinésclaff'arfi tem sessões amanhã, às 21h, e no sábado, às 18h; o Cinérir'arfi na quarta e na sexta, às 20h; Nanouk na quinta, às 20, e sábado, às 19h30; Koko le clown na sexta, às 18h30, e no domingo, às 18h; e Chang no domingo, às 19h20. Entrada franca. Classificação indicativa livre.

SOM BRASILEIRO
Eugênio Avelino, popularmente conhecido como Xangai é cantor, compositor e violeiro, além de ser um dos maiores intérpretes de Elomar, músico considerado erudito por muitos. Xangai participa nesta quinta, às 19h, da segunda edição deste ano do
projeto Quintas culturais T-Bone (312 Norte). Com mais de 35 anos de carreira e 20 discos lançados, ele traduz o sertão com o show Brasileirança, que tem como canções Menino gaitero (própria), Canção primeira (Geraldo Vandré), Curvas do rio (Elomar), entre outras. O projeto também conta com as participações do o mímico Miquéias Paz e dos músicos Bruno Aguiar e Clayton Aguiar com o show O pop e o caipira. Entrada franca. Classificação indicativa livre.

RITMO LATINO
O Centro Cultural Banco do Brasil (SCES, Tc. 2, Cj. 22; 3310-7087) recebe de sexta a domingo, sempre às 21h, o projeto Soy loco por ti América. Na estreia, Fernanda Takai, vocalista da banda Pato Fu, e o grupo de rock colombiano Aterciopelados promovem um encontro da música brasileira com a latino-americana. O evento tem direção artística e apresentação do cantor e compositor Paulinho Moska. A programação segue até 24 de julho com outras atrações. Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50 (meia). Classificação indicativa livre.

Fonte: Correioweb

domingo, 26 de junho de 2011

Antes de viajar à França, companhia carioca traz a Brasília coreografia na qual o enredo vai e volta



A desordem narrativa em Ímpar conduz os sete bailarinos da Focus: no Teatro da Caixa
A dança é um quebra-cabeça de lembranças e cabe ao espectador desvendar a ordem dos acontecimentos. Uma única história é cortada em nove cenas, que são embaralhadas. O resultado é Ímpar, um exercício de percepção e memória. O 13º espetáculo da carioca Focus Cia. de Dança será apresentado pela primeira vez em Brasília, no Teatro da Caixa. Em 2010, antes mesmo da estreia nacional, os bailarinos foram convidados para uma turnê em 10 cidades francesas. “Tem humor e sensualidade, simultaneamente”, resume o diretor e coreógrafo Alex Neoral.

A estrutura do enredo é quase cinematográfica, cheia de recortes no tempo, que avança e retrocede. A desordem é sempre a mesma, isto é, previamente organizada pelo diretor. O foco é o momento, o agora. “Inverter a ordem dos acontecimentos acaba por reforçá-la”, acredita ele. Quando o público consegue entrar nessa brincadeira, atinge o que é especial no trabalho”, explica.

Para Neoral, o clímax do espetáculo está na performance do trio masculino, do qual ele faz parte. Durante oito minutos, três bailarinos movimentam-se de maneira pendular, embalados pela notas agudas de um piano. O esforço físico é disfarçado em delicadeza, uma oposição ao trio feminino, que ressalta o vigor corporal ao som de John Cage. “A ideia é mostrar o outro lado do masculino e do feminino”, conta.

A coreografia é uma sequência de acontecimentos e a ação, mais importante que a personagem. A maquiagem é comum a todos e os transforma em seres andróginos. Já as variações de figurino indicam as mudanças no tempo, à medida que o enredo vai e volta. O espetáculo de dança termina como começou. Ao espectador fica a dúvida: trata-se de um ciclo vicioso ou de um recomeço?

Composta por sete bailarinos — Alex Neoral, Carlos Pires, Clarice Silva, Daniel Calvet, Márcio Jahu, Marisa Travassos e Mônica Burity —, a Focus apresentou-se profissionalmente pela primeira vez em 2000, com Vértice. Desde então, montaram outros espetáculos, viajaram para a Alemanha e o Panamá. Em 3 de julho, o grupo volta à França com a coreografia 3 pontos, de 2010.
Fonte Correioweb

Mostra Internacional de Teatro chega ao fim com Teatro Delusio


A Mostra Internacional de Teatro (MIT) chega ao fim com Teatro Delusio, da trupe da Alemanha Familie Floez. O espetáculo, que será encenado neste sábado (25/6), às 21h, e domingo, às 16h, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), brinca com diversas linguagens cênicas.

Tendo como base o uso de máscaras variadas, exuberantes trajes de época, trilha sonora de vigor e um intenso trabalho corporal dos atores, a companhia constrói jogos teatrais, que desvendam a percepção de três técnicos nos bastidores de um teatro.

Sem qualquer diálogo e apostando no uso de mímicas, Teatro Delusio acompanha a saga do atrapalhado Bernd, do estressado Bob e do comandante do trio, Ivan. Os ingressos custam R$ 15 e R$ 7,50 (meia). Não recomendado para menores de 14 anos. Informações: 3108-7600.
Fonte Correioweb

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Animação Carros 2 leva personagens a corridas pelo mundo

 
Amizade de Mate e McQueen será posta em risco na sequência de Carros
 
Foi dada a largada para mais uma produção Disney/Pixar. O longa de animação Carros 2 entra em cartaz em quase todas as salas de cinema de Brasília nesta sexta-feira, para a alegria de toda a família. Ao contrário do primeiro filme, a trama agora está mais agitada e frenética. A história se desenvolve entre pistas de corrida no Japão, Itália e Inglaterra, onde Relâmpago McQueen quer vencer um exibido modelo de F-1. O caminhão-guincho Mate rouba a cena nesta sequência, ao se envolver, sem querer, em uma máfia internacional de combustíveis, pondo sua amizade com McQueen em risco. Mate irá se envolver em uma série de mal-entendidos, perseguições e com vilões assustadores. Direção de John Lasseter e Brad Lewis.

Outro filme que também entra na
programação das telonas é A casa. Dirigido por Gustavo Hernández, o longa de terror uruguaio traz a história, baseada em fatos reais, de pai e filha que passam a noite em uma casa de campo para avaliá-la antes de efetuar a compra. Tudo parece ir bem, até que Laura ouve um barulho que vem de fora e fica cada vez mais alto no andar superior da casa. Wilson vai ver o que está acontecendo, enquanto ela permanece sozinha lá embaixo esperando o seu pai voltar.

Fonte: Correioweb

Peça Festim diabólico abre a 13ª edição da Mostra Dulcina (Entrada Franca)



 
Cinema e teatro no palco: a peça é uma das sete encenadas até 17 de julho
 
Começa, nesta sexta-feira, a 13ª Mostra Dulcina, com o espetáculo Festim diabólico, baseado no filme homônimo de Alfred Hitchcock. Com direção de Rodrigo Fisher e com Adriana Cintra, Gabriela Pedron e Josuel Junior no elenco, a peça é uma das sete encenadas no Teatro da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes até 17 de julho.

A mostra é resultado do trabalho do alunos e de diretores como Fernando Guimarães, Hugo Rodas e Joana Abreu. Nesta edição, a temática é a mistura entre cinema e teatro. Festim diabólico conta a história de dois jovens que assassinam um colega, estimulados a cometer um crime perfeito.

A produção tem um desafio: levar o suspense ao público dentro de uma linguagem realista num jogo onde cinema e teatro funcionam juntos. O público participará do espetáculo também como detetive. Serão cinco finais diferentes para a trama, um para cada sessão.

A peça fica em cartaz até 28 de junho. Nesta sexta-feira, sábado e domingo, às 20h. Entrada franca. Não recomendado para menores de 12 anos.

Fonte: Correioweb

Festa Let’s Club embala a noite ao som de Beyoncé


 
As DJs Aline Ribeiro (foto), Patrícia Peronti e Rozy Acioli prometem fazer os fãs da cantora americana vibrarem
 
Para quem curtiu o feriado de Corpus Christi em casa ou na balada e ainda tem fôlego para explorar a vida noturna, há um longo fim de semana pela frente. Nesta sexta-feira, o tema da festa Let’s Club é o novo CD de Beyoncé, o 4. As músicas vão agitar a noite na boate Blue Space, que convocou um time exclusivamente feminino para embalar a noite até as 7h da manhã. A abertura ocorre no videobar, com a DJ Tashy Oliveira.

Por volta de meia-noite, na pista principal, as DJs Aline Ribeiro, Patrícia Peronti e Rozy Acioli prometem fazer os fãs de Beyoncé vibrarem com versões pop e de tribal house. Às 2h30, a discotecagem faz um intervalo e dá lugar à drag queen Mariana Molina, que vem a Brasília pela primeira vez. E é cover da diva. Na área externa da boate, as DJs Juliana Reis e Mari Caipirinha põem suas pick-ups para tocarem eletro pop e eletro funck.

Aline Ribeiro, 21 anos, promete versão house das músicas da cantora. DJ há cinco anos, já sentiu a desconfiança no ar: “Alguns homens achavam que a mulher não sabia tocar ou que ela iria tomar o lugar deles”, conta.

A decoração é outro diferencial da festa, que ocorre toda sexta-feira, há um ano e meio. “As pessoas sempre se supreendem. Desta vez, vamos reproduzir fielmente o cenário do clipe Who run the world (Girls)”, garante o produtor Ricardo Lucas. Com estética épica, o vídeo mostra um conflito de sedução e destruição entre homens e mulheres.

Fonte: Correioweb

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Se a escolha é ficar em casa, aproveite a programação das telinhas



Cult: Na TV5 Monde, às 20h30, é exibido o longa Morrer de amor
O feriadão chegou para a grande maioria dos brasilienses e alguns não têm ideia do que fazer com tanta folga. Nesse momento, o melhor é curtir a programação da tevê até conseguir decidir qual será a programação fora de casa, ou até mesmo preferir ficar no sofá. Veja as opções de filmes desta quinta-feira (23/6) nos canais por assinatura e aproveite. Na TV5 Monde, às 20h30, é exibido o longa Morrer de amor. Dirigido pelo cineasta francês Alain Resnais em 1984, o filme narra a história de um homem que entra em colapso e é dado como clinicamente morto. Ele ressuscita pouco depois, mas fica transtornado com a experiência. No elenco estão Pierre Arditi, Sabine Azéma, André Dussolier e Fanny Ardant. Recebeu várias indicações ao César de 1985. Não recomendado para menores de 14 anos.

Mistério de Anúbis é a estreia do Nickelodeon, às 20h30. Sucesso na Europa, a série juvenil acompanha a rotina de oito amigos, alunos de um colégio interno inglês que tentam solucionar um mistério escondido dentro da escola. Ao mesmo tempo, o grupo tenta lidar com a montanha russa de problemas que é a adolescência.

A minissérie de cinco episódios The indian doctor também é novidade nas telinhas, no Globosat HD, às 22h30. O programa conta a história de um médico indiano contratado para trabalhar no Reino Unido na década de 1960. Mas, em vez de encontrar trabalho em Londres, como esperava, se vê numa aldeia galesa de minas de carvão, onde expõe um escândalo envolvendo a saúde dos trabalhadores. Com Sanjeev Bhaskar, Ayesha Darker e Mark Williams.

No Multishow, às 23h, é a hora de sentir saudade e recordar bons momentos do cantor Michael Jackson. Exibido em duas partes – nesta quinta-feira e sexta-feira, no mesmo horário – o especialMichael Jackson: a morte do pop aborda o impacto do falecimento de Michael Jackson, há dois anos, sobre fãs e personalidades. O programa também mostra todos os assuntos polêmicos que voltaram a ser discutidos após a morte do cantor, incluindo a investigação criminal e questões relacionadas à herança e aos cuidados dos filhos. 
Fonte Correioweb

Cavalleria rusticana mistura paixões, traições e vinganças


» Nahima Maciel
Cenas do ensaio: Nadja Lopes canta o papel de Lola, uma mulher exuberante e inconsequente
Na Sicília do século 19, lavar a honra era coisa séria. Vingança, traição, mentira, quase tudo podia virar motivo de violência extrema. O século 21 não anda muito distante das brutais fórmulas sicilianas. É fácil — e quase comum — encontrar manchetes que anunciam crimes passionais. Portanto, a Cavalleria rusticana que o público brasiliense poderá conferir hoje na Sala Villa-Lobos não tem uma história extraordinária e lembra uma ciranda amorosa. Santuzza ama Turiddu que ama Lola, casada com Alfio. A cena se passa na cantina de Mamma Lucia. Na versão brasiliense dirigida por Francisco Frias, Turiddu, originalmente um soldado que retorna da guerra, é caixeiro viajante e Alfio, fazendeiro.

Ao retornar de uma viagem, o caixeiro precisa enfrentar a realidade de ver sua amada casada com o fazendeiro poderoso. Começa então um relacionamento com Santuzza, mas a paixão pela outra induz a maus-tratos e desprezo. O emaranhado de amores e ódios resulta numa história romântica e cheia de lugares-comuns, como boa parte das narrativas de óperas do verismo período durante o qual se convencionou fazer libretos com situações inspiradas na vida real. Fora do comum é mesmo a música de Pietro Mascagni, com o intermezzo muito romântico e um tema melódico e delicado.

O desafio para os cantores — especialmente para a soprano encarregada de Santuzza — é segurar a emoção. “É um papel vocalmente pesado e muito denso, se a cantora colocar muita emoção pessoal a voz pode ficar embargada”, explica Janette Dornellas, que canta na récita de hoje e encena o papel pela terceira vez. Chris Dantas, a Santuzza da apresentação de amanhã, precisou se controlar muito para afinar os próprios sentimentos com a tristeza da personagem, cujo amor não correspondido pesa e destrói.

Aos 34 anos, acostumada a cantar jazz e música popular, a soprano brasiliense nunca havia subido ao palco para cantar uma ópera. “É uma novidade. E sou muito emotiva, tive de aprender a não chorar enquanto cantava. Meu corpo tem de aparentar o sentimento da personagem e eu preciso controlar o meu sentimento. Sou muito diferente da Santuzza”, explica Chris. Quando ela fez audição para o espetáculo, pretendia apenas tornar a voz conhecida. “Não imaginei que faria um papel principal.” Amanhã, ela troca o quarteto de jazz com o qual está acostumada pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro sob regência de Claudio Cohen, o maestro titular.

Nadja Lopes, 24 anos, outra estreante, também se esmerou para se transformar em Lola. “Tive que tirar do baú minhas experiências. Lola é uma mulher casada, é aquela que bagunça a vida de todo mundo. Não é malvada, mas está numa encruzilhada amorosa, vive um turbilhão de sentimentos e ao mesmo tempo é um pouco inconsequente, boba, ingênua”, avalia a cantora, que já cultiva um “friozinho” na barriga para a apresentação de amanhã. Nadja estreia como solista em uma produção completa. “Ópera é minha paixão eterna, estudei 10 anos para isso”, avisa. Para Andreia Maulaz, 28 anos, a Lola da récita de hoje, o papel exige cuidado vocal. “Na verdade é um papel para mezzo-soprano e fica numa região de voz mais grave. O mais importante cenicamente é o contraste com Santuzza, que é uma personagem mais densa, mais pesada.”

CAVALLERIA RUSTICANA

Ópera de Pietro Mascagni, com Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro sob regência de Claudio Cohen e direção de Francisco Firas. Nesta quinta e sexta-feira, às 20h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. Entrada franca mediante retirada de ingressos na bilheteria 
Fonte Correioweb

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Artista espanhol expõe obras em Brasília a partir de hoje!


O artista espanhol Fernando Baena inaugura a exposição Sucursal nº1  nas Galerias CAL (subsolo) e de Bolso da Casa da Cultura da América Latina da UnB. A mostra participa doprojeto Aberto Brasília, que ocupa espaços públicos da cidade com obras de vários artistas. 

Baena compôs a exibição com objetos e esculturas retirados do Museu de Limpeza Urbana, que fica em Ceilândia. Além disso, fazem parte da mostra a montagem fotográfica Lixo e revolução, e a reprodução fotográfica da intervenção Ordem e Progresso, letreiro feito com latas de refrigerante recicladas que está exposto no Complexo Cultural da República.

O painel Lixo e revolução  foi produzido com imagens do movimento spanishrevolution, que ocorreu em Madrid, no dia 15/5, quando milhares de pessoas acamparam na Porta do Sol, em protesto ao desemprego, falta de moradia, corrupção política e poderes econômicos. O projeto Aberto Brasília, realizado pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), é composto por intervenções urbanas com obras de caráter expressivo feitas especificamente para espaços ao ar livre. 

Entre as esculturas da exposição, estão obras do Museu de Limpeza Urbana, que é composto por artefatos que foram reciclados. Para Baena, o retorno desses objetos como arte deve ser admirado como um tributo aos trabalhadores da companhia de limpeza de Brasília.

A exibição começa nesta quarta-feira (22/6), às 19h30.

Endereço da CAL: SCS Quadra 4, Edifício Anápolis
Visitação: Segunda a sexta-feira, 9h às 18h
Sábados, domingos e feriados, 12h às 18h
Telefones para contato: CAL: (61) 3321-5811
Museu da República: 3325-5220 / 3325-6234 (Museu da República)
Fonte: Correioweb

Violonista Henrique Neto se apresenta no Clube do Choro


Irlam Rocha Lima
Músico Henrique Neto
Os músicos brasilienses da nova geração são inquietos. Embora façam parte de grupos, costumam desenvolver projetos paralelos, tocando com outros instrumentistas, ou se expressando individualmente. Um dos mais talentosos dessa turma, o violonista sete cordas Henrique Neto, por exemplo, integra o trio experimental Cai Dentro, o tradicional conjunto Choro Livre e toca com vários companheiros de ofício. 

Aos 24 anos, Henriquinho, como é chamado pelosamigos, é professor de violão da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello e está concluindo o curso de licenciatura em música pela Universidade de Brasília, onde estudou violão clássico. No começo do ano passado, gravou Caminhos abertos, CD que será lançado em show de hoje a sexta-feira, às 21h, no Clube do Choro.

Embora seja, basicamente, um álbum solo, para apresentá-lo ao público, ele vai ter a companhia no palco de músicos com quem tem trocado figurinhas nos últimos tempos: Márcio Marinho (cavaquinho), Eduardo Belo (contrabaixo acústico), Felipe Viegas (teclados), Rafael dos Santos (bateria), Pablo Fagundes (gaita) — alguns deles participam do CD. Outro convidado é o cantor Leonel Laterza, que vai usar a voz como instrumento, fazendo vocalize. No transcorrer do show serão formados duo, trio, quarteto e sexteto.

“Mesmo tendo começado a carreira tocando em grupo — o Sorrindo à toa —, quando era aluno da Escola de Choro, e dado continuidade a esse trabalho no Cai Dentro e no Choro Livre, sempre me enxerguei como solista de violão. Nessa condição, me apresentei ao lado da cantora Sandra Duailibe, em 2008, na Espanha; e no Festival Jovens Virtuosos, na Tunísia, no ano seguinte”, lembra Henriquinho. Ele também dividiu a cena com o mestre Guinga, no Teatro Oi Brasília, há dois anos. 

Releituras

Em fevereiro último, ele foi aplaudidíssimo, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, ao abrir o show da cantora Roberta Sá, pelo projeto MPB Petrobras. “Naquela oportunidade, mesmo com o disco já pronto, não toquei nenhuma das músicas gravadas. Optei por fazer releituras de clássicos de Ernesto Nazareth, Baden Powell, Garoto, Tom Jobim e Vinicius de Moraes e do paraguaio Agustin Barrios”, comenta. 

No álbum Caminhos abertos, 8 das 10 faixas são autorais, e foram compostas entre 2008 e 2010. Sem preconceito, reuniu no repertório gêneros diversos. Embora esbanje técnica apurada e refinamento estilístico, é cuidadoso com a melodia. “Tudo o que quero é ouvir uma música que compus bem assimilada pelo público, sendo assobiada por alguém”, torce.

Henriquinho, no entanto, abre o repertório com a releitura de Aviso aos navegantes, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro; e fecha com nova versão de Fuga pro Nordeste, de Dominguinhos. Ele justifica a inclusão dessas duas músicas no disco. “O Baden, com Raphael Rabello, é uma das minhas referências entre os violonistas. Já por Dominguinhos, com quem já toquei, tenho grande admiração, principalmente pelo que representa como artista para sua região, tão rica culturalmente”.

Mesmo sendo um intrumentista identificado com o choro, o violonista mostra familiaridade ao frequentar outros ambientes musicais, e isso fica claro em seu trabalho de composição. Sem mais nem menos, é uma new bossa, que remete a Tom Jobim; Rancheira mistura elementos da música clássica com ritmo originário dos pampas gaúchos. Já Lágrimas de cristal soa como um tango estilizado. “Numa das vezes que estive em Buenos Aires, fui assistir a um show em uma casa de tango e fiquei impressionado com o que ouvi. Na volta ao hotel, me veio a ideia para compor esse tema”, revela.

O ecletismo musical que Henriqunho deixa transparecer em Caminhos abertos, pode ser observado, ainda, na faixa- título — uma valsa. Mas ele vai além e imprime uma levada flamenca em Rumo das águas. Ele vê outra de suas composições, Mar e montanha, como algo mais amplo, próxima de uma trilha sonora. Diante da diversidade de gêneros, o músico acredita que é o aspecto orgânico do trabalho que dá unidade ao álbum, de produção independente, que teve o apoio do FAC.
Fonte: Correioweb

terça-feira, 21 de junho de 2011

PARA ATORES E ATRIZES QUE DESEJAM DIVULGAR SEUS TRABALHOS E SONHOS


ATENÇÃO,ATORES E ATRIZES, O PROGRAMA AREA VIP,TA CRIANDO O QUADRO FALAR DE MIM ONDE VOCÊ PODE FALAR DOS SEUS TRABALHOs E DOS SEUS SONHOS, PARA PARTICIPAR BASTA SE ESCREVER,ATRAVÉS DO

E-mail  programaareavip@live.com ou no  edivaldo@demaistv.com.br COM A FRASE "EU QUERO PARTICIPAR DO QUADRO FALAR DE MIM".


Fonte: Guia do Ator

Nova temporada do projeto Mitos do Teatro Brasileiro começa nesta terça 21 de junho 2011



A dramaturga Maria Clara Machado completaria 90 anos em 2011 e foi a escolhida para abrir a nova temporada do projeto Mitos do Teatro Brasileiro. Com seis apresentações mensais que vão até o dia 22 de novembro, a segunda edição da iniciativa acontecerá no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul), sempre com entrada franca.

Criado e dirigido por J. Abreu e Sérgio Maggio, o espetáculo é definido como um teatro-documentário, onde atores e debatedores interpretam e narram sobre a vida e obra do homenageado em questão. Para a edição de hoje foram convidados os atores Vanessa Di Farias, J. Abreu e Wilson Granja, além de Zezé Motta e Cacá Mourthé (diretora da escola de teatro O Tablado, que foi fundada por Maria Clara), que vão contar um pouco mais sobre a trajetória da autora.

”Tivemos a ideia de incluir a Maria Clara desde o ano passado, mas tivemos que adiar. Ela é um mito para o teatro infantil”, justifica J. Abreu, que explica que o projeto prima pela memória de nomes consagrados da dramaturgia nacional. “Vamos falar da importância dela não só como dramaturga, mas também como atriz”, adianta o ator. Ele conta que ano passado o projeto teve plateia lotada. “Recebemos um público diverso. Tanto de pessoas que trabalham na área ou que assistiram algum trabalho dos homenageados”, conta.

Histórias

Nascida em 1921, Maria Clara Machado até hoje é referência quando o assunto é teatro infantil. Ela foi a responsável por conhecidos espetáculo voltados para a criançada, como Pluft, o Fantasminha e O Cavalinho Azul.Fundadora do Tablado, escola de teatro do Rio de Janeiro, ela formou artistas que hoje são consagrados como Marieta Severo, Malu Mader, Miguel Falabella e Cláudia Abreu, entre outros.


Mitos do Teatro Brasileiro -  Nesta terça-feira, às 20h, no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul). Entrada franca. As senhas devem ser retiradas 1h antes do evento. Informações: 3108-7600. Não recomendado para menores de 12 anos.


Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Festival de Ópera é disputado em Brasília (segue essa semana)


Filas. Ingressos gratuitos esgotados em poucas horas. Pessoas entusiasmadas aplaudindo ao fim dos ensaios. Se havia alguma dúvida quanto à existência de público para espetáculos de ópera na capital federal, ela se desfez durante a abertura do 1º Festival de Ópera de Brasília, no último dia 7 de junho. Os organizadores tiveram de providenciar cadeiras extras para acomodar quem não conseguiu lugar entre as 1,6 mil poltronas da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional.


“A qualidade musical dos espetáculos e dos artistas não deixam nada a desejar. Temos uma grande orquestra, importantes cantores do cenário nacional e músicos locais talentosos”, comentou o diretor musical da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional e diretor geral do festival, o maestro Cláudio Cohen. Empolgado com o interesse do público por um gênero musical tido por muitos como elitista, Cohen já dá como certo a transformação da iniciativa em um evento anual.


Ao acompanhar, na quinta-feira (16), o último ensaio antes das duas apresentações da obra Pagliacci, do italiano Ruggero Leoncavallo (1857-1919), a Agência Brasil comprovou que o público é heterogêneo, composto por entusiastas do gênero e por quem diz que só não havia ido a um espetáculo antes por falta de oportunidades. Como os músicos se apresentaram devidamente caracterizados, vestindo todo o figurino, com a orquestra sinfônica completa e a apresentação da peça na íntegra, boa parte do teatro foi ocupada por quem não havia conseguido um ingresso para as apresentações. Caso do jornalista Luis Joca que disse ter ficado satisfeito. “Gosto de ópera, mas, pela falta de oportunidades, tenho assistido a poucas. Deveria haver mais espetáculos na cidade e a ideia de tornar este festival anual é maravilhosa.”


“A ópera não é um bicho de sete cabeças e eu tenho certeza de que muitas pessoas se apaixonam na medida em que são apresentadas ao gênero. O que falta é mais informação e divulgação. Como a mídia, em geral, só exibe o que interessa ao mercado, algumas pessoas a consideram algo chato, difícil, mesmo sem nunca ter assistido a um espetáculo”, argumenta o maestro Emílio de César, convidado para reger Pagliacci. O espetáculo é apresentado, como outras obras, com tradução simultânea do texto (libreto). “Além disso, seria necessário maior atenção e estímulo por parte do Poder Público. Montar um espetáculo destes é muito caro e para formar público não bastam eventos pontuais. É necessária uma agenda regular”, acrescentou o maestro.

Criado, segundo Cohen, para atender “à demanda reprimida” da capital e para “baratear os custos necessários à realização de uma série de espetáculos exibidos isoladamente”, o festival não apenas trouxe a Brasília artistas já conhecidos para se apresentar com a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, como deu a muitos jovens cantores e estudantes de música de Brasília e Goiânia a oportunidade de cantar uma ópera em público pela primeira vez. Tudo isso, de acordo com Cohen, por aproximadamente R$ 600 mil. “O que não é nada para um evento deste porte. Logicamente, para o futuro, nós já estamos pensando em como montar óperas maiores, com um maior número de apresentações, e isso elevará os custos.”

Um dos músicos convidados, o tenor portoalegrense Juremir Vieira vive há 15 anos na Suíça, para onde se mudou com o intuito de viver exclusivamente da ópera. Para ele, embora haja público para o gênero, bons profissionais e professores para instruir “os muitos jovens que querem cantar ópera”, o Brasil ainda não conseguiu encontrar uma forma ideal de financiar as companhias artísticas. Segundo ele, mesmo na Europa, essas companhias não conseguem viver exclusivamente da bilheteria.

“Na Europa, além do patrocínio estatal, há casos de teatros e orquestras mantidas pela iniciativa privada. Aqui, há demanda, mas ainda é preciso mudar a mentalidade dos patrocinadores”, comentou Vieira, apontando uma razão para não voltar a viver no Brasil. “Gostaria de voltar, mas isso depende do mercado que, aqui, depende exclusivamente dos governos, que são burocráticos. Os cachês, aqui, demoram muito para serem pagos. Já tive que esperar um ano para receber o cachê de uma apresentação. Como sobreviver durante este tempo sem ter que fazer outras coisas?”.

O 1º Festival de Ópera de Brasília segue até o final do mês, sempre com entrada franca. O público poderá ver, nas próximas quinta (23) e sexta-feira (24), a montagem de Cavalleria Rusticana, composta pelo também italiano Pietro Mascagni (1863-1945). No dia 28, encerramento do evento, o maestro Cláudio Cohen irá reger o concerto no qual todos os solistas que tenham se apresentado durante o mês dividirão o palco.


Fonte: Agência Brasil