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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Cantor e compositor brasiliense Eduardo Rangel lança na cidade o CD Estúdio (Entrada Franca)


Irlam Rocha Lima
 
Rangel: “Como seria o meu primeiro disco de estúdio, quis fazê-lo com os melhores profissionais”
Eduardo Rangel é um raro artista brasiliense do segmento da MPB que não faz concessão ao cover. No repertório dos seus discos e shows há releituras, mas sempre de músicas autorais. Isso pode ser constatado no CD que vai lançar nesta quinta-feira (16/6), às 19h, na pracinha entre o Armazém do Brás e o bar 2º Clichê, na 107 Norte, com show, noite de autógrafos e projeção em telão do making of.

O cantor e compositor, que anteriormente havia lançado Pirata de mim (1998), Eduardo Rangel e Orquestra Filarmônica de Brasília (2006), ambos gravados ao vivo, agora chega com o Eduardo Rangel — Estúdio, álbum que ganhou registro no Blue Studio, do produtor Guto Graça Melo; no Mixdown (estúdio de Torquato Mariano), no Zaga (do saxofonista Léo Gandelman) e no Audiotech (do tecladista Léo Brandão), todos no Rio de Janeiro. A mixagem tem a assinatura de Ricardo Garcia, considerado top engenheiro de áudio.
“Como seria o meu primeiro disco de estúdio, quis fazê-lo com os melhores profissionais. Quem captou o som, por exemplo, foi o brasiliense Daniel Muzzi, indicado duas vezes para o Grammy Latino, na categoria engenheiro de áudio. A produção musical ficou por conta de Léo Brandão, que assinou os arranjos. O Leo Gandelman e o Ocello Mendonça, violoncelista do Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, criaram os arranjos de sopro e cordas, respectivamente”, conta Rangel.

Estúdio traz 12 faixas, sendo 10 autorais e compostas em diferentes períodos, sendo cinco inéditas: 3426 d.C (que abre o repertório), Cara metade, O clown, Sinsalabim e Abóbada. Já Viúva negra, Copacabana blues, Trim, Bicicleta (considerada um clássico da música brasiliense), Vênnus e Noves fora haviam ganho registro em outros projetos de Rangel; assim como Montanha russa, que entrou como faixa bônus.

“Das músicas do CD, a mais antiga é Bicicleta, que compus em 1993, quando morava no Rio de Janeiro e vivia saudoso de Brasília. Copacabana blues é da mesma época. Gravada por Renata Arruda, foi indicada para 7ª edição do Prêmio Sharp de Música, ao lado de composições de Chico Buarque e Paulo Miklos”, lembra o cantor. “Montanha russa ganhou remasterização, em cima da produção original de Tom Capone. É uma homenagem ao grande produtor brasiliense, morto em Los Angeles, há sete anos, depois de participar da festa do Grammy”, acrescenta.

Autorização
A inclusão de Minha alma, hit do Rappa, é explicada por Rangel: “Essa é uma canção que gosto muito e a vinha cantando em shows. Para incluí-la no disco, pedi e consegui a autorização do compositor Marcelo Yuka e da Warner, a gravadora da banda. Fiz uma versão bem diferente da original, com um arranjo para piano e violoncelo. Fiquei muito feliz com o resultado”.

Vários dos amigos que Rangel conquistou entre os colegas de ofício marcam presença em Estúdio, como convidados. Vai desde Kiko Pereira (Roupa Nova) a André Vasconcellos, contrabaixista da banda Brasilianos, passando pelo baterista João Vianna (filho de Djavan, ex-banda de Cássia Eller), Rafael dos Anjos (grupo Choro Livre) e Toninho Alves (flauta transversal). Milton Guedes pode ser ouvido assobiando em Bicicleta.

Fonte: Correioweb

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