Mariana Moreira
Cena de Anatomia frozen: confronto entre múltiplos pontos de vista
Fonte: Correioweb
Surgida na conclusão de curso da primeira turma de artes cênicas da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, a companhia teatral Razões Inversas está completando 21 anos de estrada. Hoje baseada na capital paulista, a trupe faz um giro pelo país, mostrando dois de seus principais trabalhos: Anatomia Frozen e Agreste. Eles chegam a Brasília neste fim de semana para uma curta temporada, no Teatro da Caixa (SBS Quadra 4, 3206-9448). Nesta sexta e neste sábado, será a vez de Anatomia Frozen, às 20h, e, no domingo, Agreste será encenada às 19h.
A primeira peça, Frozen anatomia, confronta três perspectivas sobre a violência e a psicopatia. Em cena, os atores Paulo Marcello e Joca Andreazza entrecruzam os depoimentos de uma psiquiatra americana que estuda assassinos em série, de um pedófilo condenado à prisão perpétua e da mãe de uma das vítimas. “A partir do confronto, o espectador é obrigado a refletir sobre tudo aquilo de forma densa, a partir de diferentes pontos de vista”, destaca o ator Paulo Marcello, integrante da companhia desde sua criação.
O cenário, minimalista, conta com três bancos de aço inox, espaço em que a cena se constrói com ênfase no jogo de atores. Baseada em texto da britânica Bryony Lavery e dirigida por Márcio Aurélio, a montagem já ganhou prêmios APCA, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, de melhor direção, prêmio CPT (Centro de Pesquisa Teatral) de melhor elenco e foi indicada ao prêmio Shell pela direção.
Encerrando a estada na cidade, eles encenam Agreste, texto do renomado dramaturgo Newton Moreno, que chegou a fazer parte do Razões Inversas. “Há muita força da poesia nas palavras, e, apesar de se passar no Nordeste, é uma história de amor universal, que trata de preconceito, violência e intolerância”, descreve o ator. Para contar a fábula do amor entre dois lavradores, a companhia escolheu um formato de encenação diferente: os atores narram a história e começam a encarnar uma dúzia de personagens. “Não trabalhamos com realismo ou naturalismo no palco. Não preciso me vestir em cena para que entendam. Os elementos, palavras e gestos vão levando o espectador a ver”, relata ele. Outro diferencial da montagem é o fato de o cenário ser montado ao vivo pelos atores. Enquanto dão vida às personagens, eles montam varais, pedras e outros elementos que ambientem a história.
A primeira peça, Frozen anatomia, confronta três perspectivas sobre a violência e a psicopatia. Em cena, os atores Paulo Marcello e Joca Andreazza entrecruzam os depoimentos de uma psiquiatra americana que estuda assassinos em série, de um pedófilo condenado à prisão perpétua e da mãe de uma das vítimas. “A partir do confronto, o espectador é obrigado a refletir sobre tudo aquilo de forma densa, a partir de diferentes pontos de vista”, destaca o ator Paulo Marcello, integrante da companhia desde sua criação.
O cenário, minimalista, conta com três bancos de aço inox, espaço em que a cena se constrói com ênfase no jogo de atores. Baseada em texto da britânica Bryony Lavery e dirigida por Márcio Aurélio, a montagem já ganhou prêmios APCA, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, de melhor direção, prêmio CPT (Centro de Pesquisa Teatral) de melhor elenco e foi indicada ao prêmio Shell pela direção.
Encerrando a estada na cidade, eles encenam Agreste, texto do renomado dramaturgo Newton Moreno, que chegou a fazer parte do Razões Inversas. “Há muita força da poesia nas palavras, e, apesar de se passar no Nordeste, é uma história de amor universal, que trata de preconceito, violência e intolerância”, descreve o ator. Para contar a fábula do amor entre dois lavradores, a companhia escolheu um formato de encenação diferente: os atores narram a história e começam a encarnar uma dúzia de personagens. “Não trabalhamos com realismo ou naturalismo no palco. Não preciso me vestir em cena para que entendam. Os elementos, palavras e gestos vão levando o espectador a ver”, relata ele. Outro diferencial da montagem é o fato de o cenário ser montado ao vivo pelos atores. Enquanto dão vida às personagens, eles montam varais, pedras e outros elementos que ambientem a história.
Fonte: Correioweb

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