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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Assista a espetáculo baseado na vida do escritor Antoine de Saint-Exupéry


Mariana Moreira
 
Peça fica em cartaz até o fim do mês
Quando se fala no nome do escritor Antoine de Saint-Exupéry, a maioria dos leitores se lembra de sua obra mais famosa, o clássico O pequeno príncipe. O que poucos sabem é que ele publicou outros livros, era ilustrador e, apaixonado por aviação desde a infância, foi piloto da Segunda Guerra Mundial e um dos criadores do serviço de correio aéreo. Percorreu inúmeras rotas na África e na América, inclusive criando trajetos nos céus do Brasil. Sempre que parava em Florianópolis (SC), era chamado de Zé Perri pelos pescadores da região.

As passagens mais marcantes da biografia do escritor foram transformadas na peça Baóbas dirigida por Fernanda Pacini, em cartaz até o fim de julho julho. O espetáculo passará por diversas cidades do Distrito Federal.

A ideia surgiu quando a diretora resolveu montar a história do príncipe criado por Exupéry numa versão para adultos. Durante a pesquisa, que envolveu a leitura de suas obras completas, de cartas que ele escrevia para a família e até a visita a uma exposição sobre o autor, ela percebeu que a própria trajetória do francês, abatido durante um voo e jamais encontrado, renderia mais pano pra manga. "Selecionei momentos importantes da história dele: o piloto, a relação com o correio aéreo, as guerras e as quedas de avião. É um espetáculo lúdico para adultos", conta a diretora.

A forte relação com as cartas, escritas quase diariamente para a família, estão presentes na montagem. Quem quiser pode levar um papel de carta e um envelope, já que, em um momento da peça, todos serão convidados a escrever para alguém de quem goste, cartas que serão depois enviadas pela produção. A interatividade segue em uma cena de guerra, em que a plateia participa atirando inúmeros aviões de papel sobre o palco. "Penso em dar uma função aos espectadores, sem expô-los, mas permitindo que entrem na estrutura. Em momentos diferentes, eles são aviões. Em outros, são passageiros", explica ela.

A lona branca que, sustentada por dois ventiladores, abriga 80 pessoas, recebeu caixas, malotes de correspondência, bússolas e peças da composição de aeronaves, como pistões e amortecedores. No teto, imagens são projetadas com o uso de lanternas. O teto também permite a utilização do teatro de sombras. Em cena, os atores Maico Silveira e Guilherme Carvalho narram alguns trechos de obras e dão vida a todos os personagens, numa caracterização que investe na sobreposição de peças para diferenciar cada um dos envolvidos na narrativa.

Fonte: Correioweb

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