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quinta-feira, 19 de maio de 2011

HOJE VAI SER EM TAGUATINGA!!

Escritor Alcione Araújo e atriz Eliane Giardini são os convidados do projeto Escritores brasileiros

Pedro Brandt 
Eliane Giardini vai ler trechos de escritos de Alcione Araújo: admiração
Toda sexta-feira, o escritor Alcione Araújo dedica parte do seu tempo para escrever uma crônica. Neste ano, essa rotina completa uma década. São, pelo menos, 55 linhas semanais para serem publicadas em sua coluna no jornal Estado de Minas. "Tenho liberdade de escolher o assunto. Escrevo sobre o que me tocou durante a semana, sobre o que eu li, o que está acontecendo no mundo", comenta o mineiro de Januária, 65 anos. Não seria nada estranho se, em alguma de suas próximas crônicas, Brasília aparecesse como personagem. É que ele estará hoje e amanhã, como palestrante do projetoEscritores brasileiros.

Promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o evento - cuja estreia foi em 2010 - tem como proposta estimular o hábito da leitura. Para isso, realiza uma série de palestras e encontros em que um intérprete convidado para ler textos de um escritor da literatura brasileira contemporânea. Nesta quarta-feira (18/5), às 19h30, oprojeto passa pelo teatro do CCBB e, amanhã, às 20h, pelo Sesc Ceilândia. Nas duas ocasiões, Alcione Araújo será acompanhado pela atriz paulista Eliane Giardini. "Teremos pela primeira vez um contato mais próximo, mas a gente sempre se cruza pelo Rio de Janeiro", conta a atriz, 58 anos. A respeito do trabalho do escritor, Eliane elogia a versatilidade e o caráter humanista das crônicas. "Elas são todas ótimas. Ele fala sobre tudo, tem sempre um ponto de vista interessante e muito rigor com os texto." 

Conselhos de leitores
Sobre o encontro com o público, Alcione diz que é o momento ideal para conhecer seus possíveis leitores e as diferentes relações que as pessoas têm com a leitura. Um contato que, ele reforça, hoje em dia é muito mais simples de ser feito: "Eu fui amigo do Fernando Sabino e ele sempre dizia como o contato com o leitor era difícil. Quem quisesse falar com ele tinha que escrever uma carta para o jornal, que repassava a mensagem. Além disso, havia sempre uma inibição das pessoas para falar com ele. Quando eu comecei a escrever crônicas para jornal, já existia o correio eletrônico. Assim, as pessoas me dizem o que acham sobre o que eu escrevo, se gostam, se concordam ou não. É muito mais simples".

Nos diversos encontros com o público de que participou, o escritor mineiro (hoje morador do Leblon, Rio de Janeiro), comenta que uma pergunta recorrente é sobre o ritmo de trabalho. "Existe uma curiosidade grande sobre o trabalho, como conseguimos escrever toda semana. Eu explico que, no dia a dia, vão surgindo ideias, que algumas coisa vão me despertando a curiosidade e assim nascem as crônicas - de coisas simples, coloquiais, singelas". 

Aliás, é exatamente para o prosaico da vida que Alcione diz que estará atento quando estiver em Brasília nestes dias. "Das vezes que estive na cidade, tive mais contato com a Brasília do poder. A exceção foi quando estive no festival de cinema. Tive poucas chances de conviver com as pessoas. É daí que nasce a crônica", afirma.

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